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O Brasil é um país rico em belezas naturais. Temos praias, cachoeiras, sertões e montanhas. Por outro lado é um pais com grandes capitais e uma variedade cultural impressionante.  Aqui temos um resumo de vários lugares fantásticos para viajar dentro do Brasil.

Fizemos uma viagem de 4 dias por Nobres e Bom Jardim, entre flutuações de água cristalina, cachoeiras e boia cross dentro de caverna. Neste post está o roteiro completo dia a dia, com horário de funcionamento e preço de cada passeio, além de indicação de hospedagem e outras atividades para completar a viagem.


EXPLORE O CONTEÚDO


Sobre Nobres e Bom Jardim

Nobres fica no centro do Mato Grosso, a cerca de 150 km de Cuiabá, mas quem realmente concentra os passeios é o distrito de Bom Jardim, a 65 km da sede do município.

A região tem uma altíssima concentração de calcário e dolomita no solo, o que filtra a água dos rios e nascentes e cria aquele azul cristalino que vira cartão-postal de todo perfil de Instagram sobre Nobres. É o mesmo fenômeno geológico de Bonito (MS), só que fica no estado do Mato Grosso e ainda bem menos saturado de turistas.

Na prática, os passeios giram em torno de flutuação em rio ou nascente, cachoeira, boia cross e trilha. Todos os atrativos ficam dentro de propriedades particulares (exceto um), com preço tabelado pela prefeitura e sistema de voucher único comprado em agências da própria vila (também parecido com o funcionamento de Bonito).

Não existe estrutura de parque nacional aqui. Cada fazenda controla o número de visitantes por horário, o que preserva a qualidade da água, mas também exige reserva prévia, já que boa parte dos passeios tem limite de vagas.


Quando ir

A época seca, entre abril e setembro, é a melhor janela. Os rios ficam mais baixos e a água das flutuações fica ainda mais transparente, além das estradas de acesso às fazendas ficarem em melhor estado.

No período chuvoso (outubro a março) alguns passeios de flutuação até funcionam, mas a água fica mais turva e o acesso a atrativos mais distantes, como a Cachoeira Serra Azul e o Duto do Quebó, fica mais arriscado por causa da estrada de terra.

Nós fizemos essa viagem em Junho, mas mesmo sendo época seca pegamos meio dia de chuva que nos custou o passeio de quadriciclo, que precisou ser cancelado.

Quando viajar Nobres Bom Jardim Clima Chuva inverno melhor época


Como chegar em Nobres

Saindo de Cuiabá, são cerca de 150 km de asfalto até a Vila Bom Jardim pela Estrada do Manso (MT-351), num trajeto de aproximadamente 2h a 2h30, passando pela ponte da UHE Manso.

Não há aeroporto em Nobres. Quem vem de outros estados costuma desembarcar no Aeroporto Internacional Marechal Rondon, em Cuiabá/Várzea Grande, e seguir de carro ou van até Bom Jardim.

Pra quem vai fazer conhecer outros destinos no Mato Grosso, faz sentido combinar Nobres com a Chapada dos Guimarães por exemplo, já que ambas fica a 2 horas de distância.


Onde se hospedar

Na minha opinião, o ideal é se hospedar direto na Vila Bom Jardim, e não na cidade de Nobres. Explico: a cidade de Nobres fica a 65 km de distância dos principais atrativos, enquanto Bom Jardim está no meio deles.

A maioria das flutuações fica entre 2 km e 20 km de Bom Jardim: a Lagoa das Araras está a menos de 3 km do centro, o Aquário Encantado e o Reino Encantado ficam por volta de 12 a 13 km, o Refúgio das Águas fica a 12 km e o Rio Triste é o mais distante do nosso roteiro, a cerca de 18 km, em estrada de chão. Já a Cachoeira Serra Azul e o Duto do Quebó exigem um deslocamento maior, de 50 km a quase 90 km, então programe esses dias com saída mais cedo.

Existe ainda o distrito de Roda D’Água (também chamado de Coqueiral), a cerca de 10 km de Bom Jardim, que fica mais perto de atrativos como o Balneário Estivado e o Vale das Águas. Se seu roteiro for mais concentrado nesse lado, vale considerar hospedagem por lá.

Nós ficamos hospedados na Pousada Rota das Águas e gostamos bastante tanto da estrutura do quarto quanto do café da manhã. Além disso a pousada tem uma agência que faz a reserva das atividades com possibilidade de pagamento parcelado no cartão de crédito!

Outras pousadas bem avaliadas em Bom Jardim são a Pousada Serra Azul e a Pousada Bom Jardim.


Quanto tempo ficar

Ficamos 4 dias completos de passeio e para mim foi um tempo bom para conhecer os principais atrativos sem correria, encaixando dois passeios por dia na maioria dos dias.

Se não fosse pelo clima teríamos conseguido fazer mais atividades como o Quadriciclo, o Reino Encantado e o mirante do Serrado.

Vale esticar para 5 ou 6 dias se quiser um roteiro tranquilo e com uma gordura justamente para dias de chuva.

 


Roteiro completo dia a dia

Abaixo está o nosso roteiro dia a dia, com o horário de funcionamento de cada atrativo.

Caiaque no Rio Cuiabazinho (Dia 1)

Fizemos o caiaque no Rio Cuiabazinho pela manhã, um dos passeios mais novos de Bom Jardim.

São cerca de 6 km de descida por corredeiras leves, com duração de 2h a 2h30, acompanhados de um condutor local.

O passeio inclui caiaque, capacete e colete. A água do rio não é fria portanto não precisa de roupa de neoprene. Mas pra quem costuma sentir frio com facilidade vale a pena levar uma toalha de microfibra em um saco estanque pequeno pra se secar ao sair do caiaque.

Nós opção pelo roteiro mais longo de 6 km e que incluir algumas pequenas corredeiras. O percurso pelo rio é muito bonito e as corredeiras, apesar de pequenas, adicionam uma boa dose de aventura a atividade.

Nós tínhamos planejado fazer o quadriciclo à tarde, mas a chuva forte cancelou o passeio. São duas opções de circuito com vários horários durante o dia tendo inclusive opções de nascer do sol e pôr do sol.

Caiaque Rio Cuiabaazinho Nobres Bom Jardim Mato Grosso


Flutuação Rio Triste + Cachoeira Serra Azul (Dia 2)

O Rio Triste fica dentro da Fazenda Água Branca, a cerca de 18 km de Bom Jardim, em estrada de chão. É considerada uma das flutuações mais bonitas da região pela quantidade de peixes e pela chance de avistar arraias de água doce.

O percurso tem cerca de 1.200 metros e dura em torno de 1 hora. Esse atrativo não tem restaurante no local, então leve água e lanche.

De fato foi a flutuação em que vimos mais peixes grandes como o Dourado e a Piraputanga. Mas infelizmente não vimos as arraias. Também notei que os peixes são alimentados com ração em todas as flutuações!

A água é incrivelmente cristalina com uma visibilidade absurda e os grandes peixes presentes em um pequeno rio impressionam.

Roteiro O que fazer Nobres Bom Jardim Flutuação Cachoeira mato Grosso

Cachoeira Serra Azul

Na sequência fomos para a Cachoeira Serra Azul, dentro do Parque Sesc Serra Azul, em Rosário Oeste. Na alta temporada é um dos passeios mais concorridos da região: 800 metros de trilha com uma escadaria de 470 degraus até a queda de 46 metros de altura.

O Sesc tem um restaurante no local onde é servido buffet livre. A comida é boa, pouca variedade mas atende bem considerando é a única alternativa de restaurante próximo dos atrativos desse dia.

A flutuação no poço da Cachoeira Serra Azul está proibida a alguns anos por conta do risco de queda de pedras e não há previsão para reabertura. Aliás, o próprio mirante da base da cachoeira também está fechado podendo chegar apenas até o mirante superior.

Depois de contemplar a Cachoeira Serra Azul seguimos para um mergulho em um poço menor, mas que também exige o uso de colete.

Quem não quiser encarar a escadaria na volta pode descer de tirolesa (opcional, cobrada à parte). O melhor horário para ver a água no tom azul mais intenso é entre 10h e 13h.

Dica de viajante: a subida da Serra Azul cansa. Faça pausas nos patamares de descanso da escadaria, é nesses momentos que costuma dar para avistar macacos-prego pelo caminho.

Cachoeira Serra Azul Sesc Rosário Mato Grosso


Aquáio Encantado + Refúgio das Águas + Lagoa das Araras (Dia 3)

Os atrativos Aquário Encantado, Reino Encantado e Refúgio das Águas ficam muito próximos uns dos outros e faz sentido fazer tudo no mesmo dia. No nosso caso, pegamos um dia bem nublado e com um pouco de frio pela manhã e por isso optamos por cancelar o Reino Encantado e fazer apenas o Aquário e o Refúgio.

De manhã fomos ao Aquário Encantado, uma nascente do Rio Salobra com cerca de 6 metros de profundidade e água em tom azulado por causa do calcário. Funciona todos os dias das 8h às 16h.

O passeio combina a flutuação no aquário (nascente) e uma descida de 900 metros pelo Rio Salobra, com duração total de cerca de 2 horas (tudo com colete).

O local tem uma boa estrutura com todos equipamentos para flutuação, banheiro com chuveiros e um restaurante para almoçar.

Refúgio das Águas Aquário Encantando Reino Encantado Flutuação Balneário Nobres

Refúgio das Águas

Na sequência fomos para o Balneário Refúgio das Águas. O passeio inclui flutuação de 710 metros no Rio Salobra e banho livre no balneário, sem limite de horário desde que dentro do funcionamento do local (todos os dias, exceto quarta-feira, das 8h às 17h).

O Refúgio tem restaurante próprio (Restaurante da Baiana), com reserva feita na chegada, e também estrutura de camping para quem quiser passar o dia com mais calma.

Refúgio das Águas Aquário Encantando Reino Encantado Flutuação Balneário Nobres

Lagoa das Araras

Encerramos o dia na Lagoa das Araras, a menos de 3 km do centro de Bom Jardim, para ver o pôr do sol. É o horário em que as araras-canindé (entre outros pássaros) voltam para os buritis ocos ao redor da lagoa para dormir. O ideal é chegar por volta das 16h30. A trilha é curta e plana, sem necessidade de guia.

Lagoa das Araras Nobres Bom Jardim Mato Grosso


Boia Cross Duto do Quebó + Pé de Queijo (Dia 4)

Fechamos o roteiro com o Boia Cross no Duto do Quebó, a cerca de 51 km de Nobres. São 1.800 metros de descida em boia pelo Rio Quebó, incluindo a travessia de uma caverna de calcário (a única atração de boia cross dentro de caverna do Mato Grosso), com equipamento de segurança incluso. Funciona todos os dias, das 8h às 16h.

É uma atividade incrível e muito divertida, além da caverna repleta de morcegos que só aumenta o tom de aventura da atividade.

Podem melhor no atendimento do guia e nas explicações de segurança que deixaram a desejar, já que o percurso está repleto de pedras e pontos de atenção.

Nobres Bom Jardim Mato Grosso Duto do Quebó Boia Cross

Depois seguimos para o Pé de Queijo Gourmet, uma parada de estrada na saída para Nobres, na região de Vila Roda D’Água, boa para descansar com café e salgados antes de voltar.

No percurso até o Duto do Quebó encontramos dezenas de araras se alimentando nas árvores a beira da estrada. Diriga devagar para não assustá-las. É o momento de observar esses animais no seu habitat natural.


Outras atividades pra fazer em Nobres

Nem tudo coube no nosso roteiro de 4 dias e  algumas atividades tiveram que ser canceladas. Aqui vão as atividades que ficaram de fora e outras opções da região, caso você tenha mais tempo disponível.

    • Reino Encantado: mais de 200 nascentes que formam o Rio Salobra, flutuação de 1.200 metros com cerca de 1h30 de duração e restaurante próprio. Além disso, é a única flutuação em que dá pra ver a ressurgência das águas nas nascentes (Funciona todos os dias das 8h às 16h).
    • Quadriciclo pelo Rio Cuiabazinho: passeio de cerca de 12 km (ida e volta), 1h30 de duração, 4×4 com guia.
    • Vale das Águas: flutuação de 1.000 metros em águas rasas (cerca de 1 metro), boa opção para quem viaja com crianças.
    • Balneário Estivado: águas claras e cardume de piraputangas, funciona todos os dias das 9h às 17h e fica próximo de Bom Jarim.
    • Arvorismo, tirolesa e cicloturismo no Parque Sesc Serra Azul: atividades extras que podem ser combinadas com a visita à cachoeira, agendadas com as operadoras locais.
    • Mirante do Cerrado: pousada com day use e piscina de borda infinita, boa opção para ver o pôr do sol fora da Lagoa das Araras. Também tem atividades extras de piscina, tobogã, tirolesa e arvorismo.

Roteiro O que fazer Nobres Bom Jardim Flutuação Cachoeira mato Grosso


Quanto custa a viagem para Nobres

Abaixo estão os valores por pessoa que pagamos nos passeios do nosso roteiro, além de referências de outras atividades da região que não fizemos, para você ter uma ideia do orçamento total.

Atividade Valor por pessoa
Caiaque Rio Cuiabazinho R$ 135,00
Flutuação Rio Triste R$ 160,00
Flutuação Aquário Encantado R$ 150,00
Flutuação Reino Encantado R$ 140,00
Cachoeira Serra Azul R$ 130,00
Balneário Refúgio das Águas R$ 80,00
Boia Cross Duto do Quebó R$ 135,00
Boia Cross do Juca R$ 130,00
Quadriciclo Bom Jardim R$ 280,00 (por quadriciclo)
Vale das Águas R$ 30,00 a R$ 65,00 (day use)
Balneário Estivado R$ 40,00 (day use)
Lagoa das Araras R$ 35,00
Mirante do Cerrado R$ 30,00 (visita)

Fora os passeios, calcule também a hospedagem e as refeições, já que a Vila Bom Jardim tem poucos restaurantes e a maioria funciona no sistema self-service a preço fixo, entre R$ 35,00 e R$ 70,00 por pessoa.

Dica de viajante: os valores e horários dos passeios em Nobres são tabelados pela prefeitura, mas podem ser reajustados. Confirme sempre o valor atualizado com a agência no momento da reserva.


Fechando roteiro com a CNP Turismo

Nós fizemos esse roteiro por Nobres e Bom Jardim por conta própria, mas dá para fechar tudo com uma agência, incluindo o transporte desde Cuiabá, a reserva antecipada dos vouchers e o agendamento dos horários mais concorridos, como o Aquário Encantado e o Rio Triste.

Indicamos a CNP Turismo e Expedições, agência de Cuiabá que também usamos em outros roteiros pelo Mato Grosso, incluindo Chapada dos Guimarães, Pantanal e Barra do Garças. Eles resolvem a logística inteira: transporte, hospedagem, guias credenciados e reserva dos atrativos.

Os leitores do Mapa de Viajante têm desconto usando o cupom MAPADEVIAJANTE. Entre em contato com a CNP Turismo por esse link, mencione o cupom MAPADEVIAJANTE e peça seu orçamento.

Se preferir combinar destinos, vale perguntar a eles sobre pacotes que unem Nobres com a Chapada dos Guimarães, o Pantanal ou Barra do Garças, já que a agência atua nas três regiões.

Se tiver dúvida, me chama no Instagram para conversar.

15 de agosto de 2026
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Onde ver Onça Pintada Pantanal Mato Grosso Jaguar Safari Porto Jofre Poconé Roteiro O que fazer

Fizemos o Pantanal Norte no Mato Grosso por conta própria, incluindo a estrada Transpantaneira e Safari de barco para ver a onça pintada. Neste post está o roteiro completo, dia a dia, com as condições reais da estrada, onde ficar hospedado, quanto custa e o que fazer para ver a onça-pintada de perto.


Explore o Conteúdo


Sobre o Pantanal no Mato Grosso

O Pantanal Norte, no Mato Grosso, é a porta de entrada mais confiável do mundo para ver onça-pintada em vida livre. Não é a toa que é um dos destinos mais procurados por pessoas do mundo inteiro para avistamento do ‘jaguar’ brasileiro.

A região de Porto Jofre, no fim da estrada Transpantaneira, concentra a maior densidade de onças-pintadas do planeta. Isso acontece porque a área entre os rios Cuiabá, Piquiri e Três Irmãos forma o Parque Estadual Encontro das Águas, um refúgio natural para o felino.

Por que isso importa na prática: diferente de um safári africano, aqui o avistamento é feito de barco pelos rios e curixos, navegando pelas margens dos rios, com uma taxa de sucesso altíssima na época seca.

O diferencial do Pantanal Mato-grossense em relação ao Pantanal Sul (Mato Grosso do Sul) é justamente esse: aqui o produto principal é a onça. No Sul, a experiência é mais variada, com cavalgadas, fazendas e proximidade com Bonito por exemplo.

Se seu objetivo é ver onça-pintada e fazer isso com o mínimo de incerteza possível, o roteiro é sempre o mesmo: Cuiabá, Poconé, Transpantaneira e Porto Jofre.

Onde ver Onça Pintada no Brasil Jaguar Safari Mato Grosso

A estrada Transpantaneira

A Transpantaneira (rodovia MT-060) liga Poconé a Porto Jofre em cerca de 145 km de estrada de terra, cruzando mais de 120 pontes de madeira e concreto.

O projeto original previa uma extensão de quase 400 km até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, mas a obra parou em Porto Jofre, às margens do rio Cuiabá. Na prática, isso significa que Porto Jofre é o fim da linha: não há continuidade rodoviária para o Sul do Pantanal a partir dali.

Como é estado transpantaneira quanto tempo carro como chegar

Como chegar: Transfer, Carro de passeio ou 4×4

Antes de decidir como chegar até Poconé e Porto Jofre, vale entender as três opções disponíveis: transfer contratado, carro de passeio 1.0 ou carro 4×4 alugado

A escolha certa depende da época do ano e do quanto você quer parar pelo caminho.

    • Transfer: opção mais simples, geralmente contratado direto com a pousada de Porto Jofre. Você não dirige, não se preocupa com pneu furado ou ponte danificada, mas perde a liberdade de parar quando quiser para fotografar um animal na beira da estrada, principalmente se for compartilhado. Também é a opção mais cara.
    • Carro de passeio 1.0: é possível atravessar a Transpantaneira com um carro 1.0 na época seca, entre junho e outubro. O trajeto funciona, a estrada é toda de terra mas dá pra percorrer sem grandes surpresas. Os últimos quilometros já em Porto Jofre são os piores, com muitos buracos.
    • Carro 4×4: não é obrigatório na seca, mas é a opção mais segura e confortável, principalmente depois do km 80 da estrada, onde ficam as piores pontes. Na época de chuva, entre novembro e março, o 4×4 deixa de ser opcional: alguns trechos alagam e ficam intransitáveis até para veículos com tração nas quatro rodas.

Na nossa viagem em Junho, época seca, fomos de carro alugado 1.0 e o trajeto foi tranquilo. Entretanto, ao chegar em Porto Jofre, pegamos um caminho errado a estrada com muita lama e acabamos atolando o carro. Por isso é preciso ter muita atenção nas condições das estrada, principalmente se choveu no dia anterior.

Se a viagem cair na época de chuva, ou se você não tiver experiência dirigindo em estrada de terra, o transfer contratado com a pousada é a opção mais segura para chegar até Porto Jofre.

Dica de viajante: se optar por carro próprio ou alugado, prefira um modelo com maior altura do solo, mesmo que não seja 4×4. Isso reduz o risco de raspar em buracos e facilita a travessia das pontes.

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Melhor época para visitar o Pantanal

A época seca, entre julho e outubro, é a melhor janela para visitar o Pantanal Norte. Com o nível dos rios mais baixo e poucas chuvas, os animais se concentram nas margens e nos poços d’água, o que aumenta muito a chance de avistar onças, jacarés, capivaras e aves como tuiuiú e araras.

É também o período com menos chuva, céu mais aberto e estrada em melhores condições para dirigir.

Na prática, agosto e setembro são os meses de pico de procura, com preços mais altos e pousadas lotadas com bastante antecedência. Outubro ainda entrega boa observação de vida selvagem com um pouco menos de gente.

Fora da seca, entre novembro e abril, o Pantanal entra no período de cheia. Os rios sobem, partes da Transpantaneira podem ficar comprometidas com alagamentos e o acesso a Porto Jofre com carro comum fica mais arriscado ou até inviável em alguns trechos.

Ainda é possível ver onça mesmo assim, mas a taxa de sucesso cai em relação à seca.

Dica de viajante: se o foco da viagem é a onça-pintada, feche a viagem entre junho e outubro. Fora dessa janela, vale confirmar as condições da estrada com a pousada antes de sair de carro.

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Onde se hospedar

Antes de escolher pousada, vale entender a geografia da viagem, porque ela define totalmente sua logística. São quatro pontos possíveis de base: Cuiabá, Poconé, as fazendas ao longo da Transpantaneira e Porto Jofre.

    • Cuiabá: capital do estado, com aeroporto, melhor estrutura de hotéis e restaurantes. Faz sentido só como pouso na chegada ou na saída do voo, já que fica a cerca de 100 km do início da Transpantaneira e a 250 km de Porto Jofre.
    • Poconé: último município antes da Transpantaneira, com posto de combustível, mercado e opções simples de hospedagem. É a melhor base para dividir a viagem em duas etapas e não encarar Cuiabá-Porto Jofre em um dia só.
    • Fazendas na Transpantaneira: pousadas no meio do trajeto, geralmente entre o km 30 e o km 80 da estrada. Fazem sentido para quem quer esticar o roteiro e ter mais dias de observação de fauna sem chegar até Porto Jofre.
    • Porto Jofre: fim da estrada, às margens do rio Cuiabá. É a base obrigatória para quem quer priorizar o safári de onça, já que os barcos saem direto de lá.

Na nossa viagem, ficamos 1 noite em Poconé e 3 noites em Porto Jofre. Sair de Cuiabá direto para Porto Jofre significa emendar estrada asfaltada com quase 150 km de terra no mesmo dia, o que cansa e reduz o tempo de observação de animais no trajeto. Dormindo em Poconé, você começa a Transpantaneira descansado e com o dia inteiro pela frente para ir parando.

Em Porto Jofre, evite pesquisar as hospedagens em sites como Booking e Hoteis.com já que a maioria não está nessas plataformas.

O que importa de verdade é a localização: quanto mais perto de Porto Jofre, maior o preço da diária e mais imersa fica a experiência com o rio e a fauna. Quanto mais perto de Poconé, mais barato, mas com passeios de barco mais distantes.

Em Poconé nós ficamos hospeadados na Pousada Safari do Jaguar e em Porto Jofre ficamos na South Wild Porto Jofre.

Por se tratar de um lugar remoto sem comércio local, todas as hospedagens em Porto Jofre incluir pensão completa nas suas diárias e também oferecem seus próprios passeios de barco para o safari.

Já na Transpantaneira existem pousadas e lodges pra quem quer ficar mais próximo de Porto Jofre com uma estrutura melhor. A Pousada Rio Claro tem melhor custo benefício e a Aymara Lodge melhor estrutura e avaliação.

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Estrutura de pousada em Porto Jofre

A estrutura da pousada que ficamos é bem simples, quartos modestos com ar condicionado e chuveiro elétrico. Mas que nos atendeu bem pelos 3 dias que ficamos. A comida era bem preparada e bem servida em todas as refeições, com diversas opções de carnes e acompanhamentos para todos os gostos.

O atendimento também foi um diferencia na pousada, resolvendo todos os pequenos problemas atendendo as nossas vontades. Esse é o padrão em Porto Jofre: pousadas simples nas margens do rio com um serviço modesto mas efetivo.

Existem algumas opções mais novas e luxuosas mas o preço da diária é bem mais alto.

Outra opção de hospedagem são os barcos/cruzeiros. Alguns ficam atracados nas margens dos rios e outros percorrem o rio para facilitar o avistamento das onças. Porém muitos desses barcos também tem foco na pescaria. Portanto antes de reservar confirme se o barco tem foco em safari de onça ou pescaria.

Dica de viajante: se o orçamento for apertado, considere ficar em uma fazenda no meio da Transpantaneira e contratar o safári de barco como day trip até Porto Jofre. Se a prioridade é maximizar o tempo de barco atrás da onça, fique hospedado direto em Porto Jofre.


Quanto custa viajar para o Pantanal

Os valores abaixo são estimativas com base na nossa viagem e servem como referência de planejamento, não como cotação fechada.

O preço varia bastante conforme a pousada, a época do ano e se você fecha pacote fechado ou monta a viagem avulsa. Antes de reservar, confirme sempre o valor atualizado.

Item Faixa de preço estimada
Aluguel de carro 1.0 (diária) R$ 120,00
Combustível Cuiabá / Porto Jofre (ida e volta) R$ 200,00
Hospedagem em Poconé (1 noite, casal, com café) R$ 400,00
Hospedagem em Porto Jofre (pensão completa, por casal/diária) R$ 1800,00
Safári de barco privativo dia inteiro (por barco) R$ 2300,00
Refeição em Poconé R$ 50,00 a 100,00

Ou seja: para um casal fazendo o mesmo roteiro que fizemos (1 noite em Poconé + 3 noites em Porto Jofre com pensão completa e safári incluído no pacote), o orçamento fica concentrado quase todo na hospedagem de Porto Jofre. O trecho de Poconé e o deslocamento de carro pesam pouco no total.

Não é uma viagem barata, até por isso 99% dos turistas em Porto Jofre são gringos. Mas sem dúvida é uma experiência que vale a pena o investimento.


Roteiro completo dia a dia

Nosso roteiro teve 5 dias no total (considerando o dia de chegada em Cuiabá): 1 noite em Poconé, 1 dia inteiro de deslocamento pela Transpantaneira e 3 noites em Porto Jofre, com 2 dias completos de safári de barco.

Cuiabá a Poconé (Dia 1)

Poconé fica a cerca de 100 km de Cuiabá, por estrada asfaltada (BR-070), um trajeto de aproximadamente 1h15. Chegamos no fim da tarde, jantamos e dormimos por lá para começar a Transpantaneira com o dia inteiro pela frente no dia seguinte.

Ao lado da Pousada Safari do Jaguar tem a Pizzaria Pantaneira / Ecobosque com opção de lanches e pizzas. Na praça central da cidade também tem restaurantes por quilo para quem está de passagem.

Dica de viajante: abasteça o carro em Poconé antes de seguir viagem. É o último posto de combustível até Porto Jofre, e não existe estrutura de borracharia ou mecânica ao longo da Transpantaneira.

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Transpantaneira, Poconé e Porto Jofre (Dia 2)

A Transpantaneira tem cerca de 145 km de estrada de terra e cruza mais de 120 pontes de madeira, muitas de mão única. Fora da época de chuva forte, o piso costuma estar em boas condições, mas empoeirado, e com alguns poucos trechos de buracos que exigem atenção, principalmente nas pontes, que têm limite de peso e largura.

Levamos cerca de 6 horas para cruzar o trajeto todo, mas isso inclui várias pa

radas para fotografar jacarés, capivaras, aves e tuiuiús na beira da estrada e ainda paramos pra almoçar.

Apesar de ser um trajeto longo e em estrada de terra, também foi muito divertido. Ver os animais livres na beira da estrada, poder chegar pertinho da maioria deles e com um visual cada vez mais bonito ao se aproximar do fim do dia, foi experiência única!

Dica de viajante: leve água, lanche e o tanque cheio. Faça o trajeto com luz do dia e evite dirigir à noite, tanto pelo risco de atropelar animais quanto pela dificuldade de enxergar buracos e pontes danificadas.

Como é estado transpantaneira quanto tempo carro como chegar

Safári de barco em Porto Jofre (Dias 3 e 4)

Com base fixa em Porto Jofre, os dois dias seguintes foram dedicados ao safári fluvial nos rios Cuiabá, Piquiri e no braço do rio São Lourenço, dentro da área do Parque Estadual Encontro das Águas.

Na prática, o roteiro típico é dividido em duas saídas por dia: uma pela manhã, bem cedinho logo após o café, e outra depois do almoço.

Os passeios da nossa pousada ofereceram a opção de voltar para o restaurante para almoçar, mas também poderiamos ter levado marmita e almoçado no barco. Apesar de economizar cerca de 1h30 de deslocamento de barco (para voltar pra pousada) eu achei que valeu a pena retornar para comer e descansar um pouco, já que no horário do almoço o sol está bem forte e o passeio pode ficar cansativo demais.

Em ambos os dias vimos onça-pintada com facilidade. A dinâmica do passeio é simples: o barco navega devagar pelas margens, os guias trocam informação por rádio sobre avistamentos e o grupo se desloca até o ponto onde a onça foi localizada.

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Apesar do safari acontecer do barco, conseguimos chegar muito perto das onças, que estão sempre muito próximas das margens dos rios, seja nadando, caçando ou apenas descansando.

Por isso, é fundamental fazer silêncio para não afugentar ou distrair os animais.

Também vimos outros animais, como cobras, jacarés, ariranhas, capivaras e boa quantidade de aves. Além de ser um passeio com o visual incrível do Pantanal.

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O que fazer em Porto Jofre e Poconé

Em Porto Jofre

A atividade principal e obrigatória é o safári de barco para ver a onça-pintada. Existem duas formas de contratar: dentro de um pacote fechado com a pousada, que já inclui as saídas diárias, ou de forma avulsa, negociando diretamente com os barqueiros da região. Na prática, o pacote fechado costuma ser mais simples de organizar, já que resolve hospedagem, alimentação e passeio em um único combinado.

Além do safári, boa parte das pousadas oferece observação de aves no próprio terreno, com comedouros que atraem araras e tucanos, e caminhadas curtas nas trilhas ao redor da hospedagem.

Outra atividade avulsa muito comum é a saída noturna para ver a jaguatirica, o terceiro maior felino selvagem das Américas.

De Março a Outubro a pescaria também é bem forte da região. De novembro a fevereiro a pesca é proibida devido à piracema (reprodução dos peixes).

Porto Jofre não tem nenhuma estrutura de entreternimento (bares, restaurantes, cafés) ou outras atividades de lazer.

Safari Transpantaneira Porto Jofre Poconé Mato Grosso

Em Poconé e na Transpantaneira

Poconé funciona mais como ponto de apoio logístico do que como destino turístico em si. O que vale a pena fazer por lá é aproveitar o início da Transpantaneira, com o pórtico da estrada como parada obrigatória para foto, e já começar a observação de fauna assim que o asfalto vira estrada de terra.

Algumas fazendas ao longo da Transpantaneira oferecem cavalgada, passeio noturno de jipe para observação de animais e caminhadas guiadas.

Se você tiver mais dias disponíveis, vale considerar uma parada de uma noite no meio do trajeto para incluir essas atividades antes de seguir para Porto Jofre.


Como reservar a viagem com desconto

Fizemos essa viagem por conta própria, dirigindo e organizando toda a logística sozinhos. Mas se você prefere não se preocupar com aluguel de carro, condições da estrada ou reserva de pousada, recomendamos a CNP Turismo e Expedições, agência com sede em Cuiabá e especializada em ecoturismo no Mato Grosso.

Além do Pantanal, a CNP também monta roteiros para Chapada dos Guimarães e Barra do Garças, os outros dois destinos fortes do estado.

Na prática, eles resolvem transporte, hospedagem, guias credenciados e o agendamento dos passeios, o que facilita bastante se você quer combinar mais de um destino do Mato Grosso na mesma viagem.

Entre em contato com a CNP Turismo e diga que veio do MAPADEVIAJANTE para conseguir desconto no seu roteiro.


O que levar na mala para o Pantanal

Não deixe faltar nada de importante na hora de arrumar a sua mala para fazer safari no Pantanal do Mato Grosso. Aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

Itens indispensáveis para a viagem

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis/calçado confortável
    • Calça confortável (bermuda por baixo para tirar durante o safari)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Casaco corta vento (de manhã é friozinho e o barco é aberto)
    • Câmera ou celular

Itens que valem a pena levar

1 de agosto de 2026
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Mato Grosso Chapada dos Guimarães O que fazer Roteiro Dicas

Fizemos uma viagem de 4 dias pela Chapada dos Guimarães, entre cachoeiras, mirantes, cavernas e paredões de arenito. Neste post está o roteiro completo dia a dia, com distância, dificuldade e duração de cada trilha, indicação de guias e hospedagens e outras atividades para completar a viagem.


Explore o conteúdo


SOBRE A CHAPADA DOS GUIMARÃES

Chapada dos Guimarães fica a cerca de 60 km de Cuiabá, no ponto onde o Planalto Central termina e a planície pantaneira começa.

A cidade está a 793 metros de altitude, e é justamente essa borda de planalto que cria os paredões de arenito avermelhado que definem a paisagem da região.

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães tem cerca de 33 mil hectares e reúne boa parte das cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos, com registros de pinturas rupestres e fósseis.

Na prática, o destino se divide em dois tipos de atrativo: os que ficam dentro do Parque Nacional, de acesso gratuito mas com regras de horário e, em alguns casos, guia obrigatório; e os que ficam em fazendas particulares no entorno, como a Fazenda Água Fria (Caverna Aroe Jari) e a Fazenda Buriti (Águas do Cerrado), onde a visita é sempre paga e guiada.

Nossa viagem pelo Mato Grosso: Esse roteiro pela Chapada dos Guimarães fez parte da nossa viagem de 3 semanas pelo Mato Grosso que também passou por Barra do Garças, Nobres e Pantanal. Confira os outros posts aqui no blog para mais dicas desses outros destinos.

Mato Grosso Chapada dos Guimarães O que fazer Roteiro Dicas Crista do Galo Cidade de Pedra Nobres Cuiabá Como chegar


COMO CHEGAR E QUANDO IR

De Cuiabá, são cerca de 60 a 65 km até a cidade de Chapada dos Guimarães pela rodovia MT-251 (Emanuel Pinheiro), toda asfaltada e em boas condições, cerca de 1 hora a 1h15 de viagem.

A partir da cidade, cada atrativo tem sua própria distância adicional, que detalho no roteiro abaixo.

A região tem duas estações bem marcadas: seca (abril a setembro) e chuvosa (outubro a março). Explico por que isso importa na prática: no período chuvoso, os córregos ficam mais turvos e mais fortes, com risco de tromba d’água nas cachoeiras e com os acessos em estrada de chão mais dificultados.

No período seco, as cachoeiras ficam mais convidativas e as trilhas mais seguras, embora também seja uma época de possivel neblina.

Nossa viagem foi no mês de Junho e pegamos dias com muita neblina pela manhã mas com sol durante o dia.

ONDE FICAR HOSPEDADO

Ficamos hospedados na Pousada Manga Rosa que fica a uns 5 minutinhos de carro do centro da Chapada. Um lugar super tranquilo e confortável com um excelente café da manhã.

Outras opções de hospedagem também bem avaliadas são a Pousada Garden das Flores(com café da manhã) e a Sossego Homestay (mais barata mas sem café da manhã).


CLIMA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Aqui está o gráfico do clima na região da Chapada dos Guimarães mês a mês.

Clima temperatura chuva quando ir Chapada dos Guimarães Mato Grosso


ROTEIRO PELA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Abaixo o nosso roteiro detalhado pela Chapada dos Guimarães incluindo indicação de guia de orientação sobre cada atividade.

CIRCUITO DE CACHOEIRAS + MIRANTE VÉU DE NOIVA (DIA 1)

A entrada do Parque Nacional fica a cerca de 11 a 12 km da cidade (uns 20 minutos de carro).

O primeiro ponto é o mirante da Cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda, cartão-postal da Chapada. É trilha autoguiada, plana, sem necessidade de guia nem agendamento: cerca de 550 metros até o mirante (1,1 km ida e volta), nível fácil e entrada gratuita, aberta das 9h às 16h.

A Cachoeira é linda mas fica ainda mais bonita na parte da tarde quando o sol bate direto na cachoeira. Por ali também é possível observar as araras vermelhas cruzando o vale. Fazendo silêncio e com um pouco de paciência e sorte você ainda pode vê-las pousar em uma das árvores próximas ao mirante.

Cachoeira Cascata Véu de Noiva Parque Chapada dos Guimarães

Na sequência vem o Circuito de Cachoeiras propriamente dito, também chamado de Caminho das Águas. Também com acesso gratuito e sem necessidade de guia mas com horário de entrada é restrito até o meio dia.

O percurso gira em torno de 6 ida e volta, dependendo de quantas cachoeiras que parar, com nível leve a moderado (alguns degraus pelo caminho). Passa por cachoeiras como Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Sete de Setembro, todas com banho liberado e rasas o sufiente pra quem não sabe nadar.

Nós fizemos toda a trilha e cachoeiras em 4 horas e foi um tempo suficiente pra curtir tudo com calma.

Dica de viajante: a trilha do circuito é praticamente sem sombra. Leve boné, protetor solar e bastante água (além de repelente).

Circuito de Cachoeiras Águas do Cerrado Chapada Véu de Noiva


CAVERNA AROE JARI/EIARI (DIA 2)

A Caverna Aroe Jari (ou Aroe Eiari) fica na Fazenda Água Fria, cerca 40 km da cidade (uns 40 minutos de carro). É a maior caverna de arenito do Brasil, com cerca de 1.550 metros de extensão, e o nome, de origem Bororo, significa “Morada das Almas”.

A trilha passa pela Ponte de Pedra (mirante), pelas cavernas Aroe Jari/Eiari, Kiogo Brado e Pobe Jari, e pela Gruta da Lagoa Azul.

As cavernas impressionam pela sua extensão, sendo que na época mais seca é possível ir mais pra dentro da Aroe Jari. Por outro lado, de Abril a Junho, na parte da tarde, o sol reflete na Gruta da Lagoa Azul de um jeito que deixa a lagoa lindíssima.

Ou seja, independente da época do ano as cavernas apresentam belezas diferentes.

Cavernas Aroe Jari Eiari Pobe Jari Kiogo Brado Pedra Furada Chapada dos Guimarães

Além disso, caminhando pelas cavernas, encontramos diferentes formações, paredões e muitos animais (aranhas, morcegos e sapinhos) vivendo na escuridão.

Utilizando o transporte interno da fazenda para fazer parte do percurso, a distância da trilha fica entre 3,5 a 5 km com nível moderado. É considerado um passeio de dia inteiro (entrada até 13h, fazenda fecha às 17h), com almoço regional incluso na maioria dos pacotes.

Aqui o guia é obrigatório e eu indico a Tulasi que nos acompanhou nas atividades guiadas na Chapada.

O valor da atividade (ingresso + transporte interno + almoço) é de R$ 265,00 por pessoa além do valor da contratação do guia que varia dependendo do tamanho do grupo.

Cavernas Aroe Jari Eiari Pobe Jari Kiogo Brado Pedra Furada Chapada dos Guimarães


CIRCUITO ÁGUAS DO CERRADO (DIA 3)

A Fazenda Buriti fica entre 60 e 70 km da cidade (35 km de asfalto e 35 km de estrada de terra).

O circuito reúne entre 7 e 9 cachoeiras, dependendo do percuro, incluindo o Poço do Amor, um poço em formato de coração com cerca de 1,60 a 1,80 m de profundidade, além das cachoeiras do Sossego, do Coração, Cambará, Orquídeas, Alma Gêmea, Pedra Encantada e do Mistério.

O percurso total é de 8 km ida e volta, terreno predominantemente plano, nível fácil/moderado, com possibilidade de reduzir para cerca de 3 km usando transporte interno da fazenda em parte do trajeto.

Algumas cachoeiras são mais bonitas pra foto (como a Alma Gêmea) outras pra banho (Pedra Encantada e Orquídea) além de várias quedinhas d’água pra se refrescar.

A contratação de guia aqui também é obrigatória e depois da trilha tem almoço incluso na fazenda. O valor do ingresso + almoço é de R$ 180,00 por pessoa.

Circuito de Cachoeiras Águas do Cerrado Chapada


CIDADE DE PEDRA + RIO CLARO (DIA 4)

Esse passeio só pode ser feito com guia e carro 4×4, já que o acesso final é por estrada de areia fofa.

A primeira parada é na Cidade de Pedra que fica entre 25 e 30 km da cidade, no topo dos paredões do Parque Nacional, com formações de arenito que lembram ruínas de uma cidade antiga e penhascos de mais de 300 metros de altura.

A caminhada até os mirantes é curta, no máximo 2 km ida e volta, nível fácil, terreno praticamente plano.

É um lugar com uma vista incrível do vale, das formações da Chapada e, num dia de sol e céu limpo, até mesmo de Cuiabá e da planície pantaneira.

Depois seguimos para o Vale do Rio Claro que fica na parte baixa do parque e reúne pontos como a Crista de Galo (mirante de 360°), o Poço das Antas e o Poço Verde, onde é possível fazer flutuação com máscara e snorkel em um trecho de pouco mais de 1 km rio abaixo.

A caminhada aqui é mínima, menos de 1 km no total, já que o carro leva bem próximo dos pontos de banho. Combinando os dois atrativos, o passeio costuma ocupar o dia inteiro.

Aqui, além da contratação do carro, também é obrigatório a contratação de guia.

Cidade de Pedra Vale do Rio Claro Mato Grosso


ONDE ASSISTIR AO PÔR DO SOL

Mirante Alto do Céu

Fica na Fazenda Alto do Céu, a uns 15 minutos de carro do centro da Chapada dos Guimarães. A parte final do trecho de carro é em estada de terra mas de acesso fácil com estacionamento. O acesso ao mirante é através de passarelas de madeira.

Cobram R$ 50,00 somente para ter acesso ao mirante, mas quem quiser sentar nas mesas precisa pagar algo adicional. Tem um pequeno bar para consumo de bebidas e alguns petiscos.

O espaço tem uma ‘vibe’ mais balada já que muita gente vai pra assistir o pôr do sol e acaba ficando no espaço.

Morro dos Ventos

Fica dentro de um condominio na borda sul dos paredões (dentro da cidade da Chapada dos Guimarães), o que faz dele a opção mais prática para quem não quer sair de carro por estrada de terra.

É restaurante e mirante ao mesmo tempo, com uma plataforma de aço fixada na borda do paredão, de onde também se avista Cuiabá e a planície pantaneira.

Funciona diariamente, geralmente das 8h às 18h para o mirante, e serve comida típica mato-grossense (galinhada, Maria Isabel, peixe do morro). É uma opção mais estruturada e fácil de combinar com o jantar do que o Alto do Céu.

Mato Grosso Chapada dos Guimarães O que fazer Roteiro Dicas Crista do Galo Cidade de Pedra


OUTRAS ATIVIDADES PARA FAZER NA CHAPADA

    • Morro São Jerônimo: ponto mais alto do Parque Nacional, mais de 850 metros de altitude, vista de 360° da planície. Trilha de cerca de 16 a 18 km ida e volta, nível pesado, com uma pequena escalada no trecho final.
    • Sesc Salgadeira: complexo às margens da MT-251, entre Cuiabá e Chapada sob gestão do Sesc Mato Grosso. Boa opção para um dia mais tranquilo, com estrutura de lazer, restaurante e cachoeiras.
    • Mirante do Centro Geodésico: outro ponto de vista dentro do Parque, gratuito e de acesso rápido. Vale checar a situação de acesso antes de ir, já que alguns relatos indicam interdição temporária por desgaste do solo.
    • Cânions do Jamacá: trilha leve, cerca de 2 km ida e volta, com banho nas cachoeiras do Índio, e Jatobá, próxima à cidade e pode ser feito em meio período.
    • Cachoeiras do Paraíso: mais um circuito de cachoeiras com 5 quedas d’água no Rio da Casca.
    • Boia Cross: Descida de boia pelo Rio Claro com duração entre 3 e 4 horas.

O QUE LEVAR NA VIAGEM

Por ser uma viagem de ecoturismo é fundamental saber escolher o que vai levar na mala pra não levar coisas demais mas também pra não deixar faltar nada importante.

Por isso, aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

ITENS INDISPENSÁVEIS PARA A VIAGEM

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis de trilha (sola dura e impermeável)
    • Sapatilha para água (pedras em algumas cachoeiras)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Câmera de ação ou case a prova d’água para o celular
    • Toalha (ideal de microfibra)

ITENS QUE VALEM A PENA LEVAR

Mato Grosso Chapada dos Guimarães O que fazer Roteiro Dicas Crista do Galo Cidade de Pedra


QUANTO CUSTOU A VIAGEM

    • Passeio Cavernas Aroe Jari: R$ 265,00 por pessoa (entrada + almoço) + R$ 130,00 guia obrigatório em grupo compartilhado;
    • Passeio Águas do Cerrado: R$ 180,00 por pessoa (entrada + almoço) + R$ 130,00 guia obrigatório em grupo compartilhado;
    • Passeio Cidade de Pedra e Rio Claro: R$ 1000,00 carro 4×4 com motorista + guia para 2 pessoas;
    • Circuito de Cachoeiras + Véu de Noiva: gratuito e sem necessidade de guia;
    • Mirante Morro dos Ventos: R$ 60,00 por carro ou R$ 25,00 por pessoa;
    • Mirante Altos do Céu: R$ 50,00 por pessoa somente pra acessar o mirante (pra sentar tem que pagar extra);
    • Hospedagem na Pousada Manga Rosa: R$ Diária por R$ 400,00 com café da manhã pro casal;

INDICAÇÃO DA AGÊNCIA CNP TURISMO

Nós fizemos essa nossa viagem pela Chapada dos Guimarães por conta própria porém dá pra organizar o roteiro com uma agência, combinando inclusive outros destinos no Mato Grosso.

Nós indicamos a CNP Turismo e Expedições, com quem a gente fez o roteiro por Barra do Garças e Serra do Roncador também no Mato Grosso.

Eles resolvem toda a logística: transporte, guias credenciados para cada atrativo (obrigatórios na maioria dos pontos deste roteiro) e reserva antecipada, essencial em passeios como o Circuito de Cachoeiras e a Caverna Aroe Jari, que têm horário de entrada restrito.

Lembrando que os leitores do Mapa de Viajante tem desconto no roteiro para Barra do Garças. Então entre em contato com a CNP Turismo por esse link, mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE e peça seu orçamento!

18 de julho de 2026
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Roteiro O que fazer Barra do Garças Serra do Roncador Mato Grosso CNP Turismo

Fizemos uma viagem de 5 dias por Barra do Garças e a Serra do Roncador e neste post mostro o roteiro completo dia a dia, com a distância, a dificuldade e a duração de cada trilha, para você decidir se esse destino é para você antes de fechar a viagem.


EXPLORE O CONTEÚDO


SOBRE BARRA DO GARÇAS E A SERRA DO RONCADOR

Barra do Garças fica no extremo leste do Mato Grosso, na divisa com Goiás, no encontro dos rios Garças e Araguaia.

É dali que começa a Serra do Roncador, uma formação de arenito com cerca de 800 km de extensão que segue até a região da Serra do Cachimbo, no Pará. O nome vem do som que o vento forte produz ao encontrar os paredões rochosos, parecido com um ronco.

A região é território histórico dos povos Xavante e Bororo, e foi dali que partiu, em 1925, a expedição do explorador britânico Percy Fawcett em busca da cidade perdida que ele chamava de “Z”. Ele nunca voltou, e esse episódio ainda alimenta parte do imaginário místico que cerca a serra além da teoria de que Fawcett inspirou o personagem Indiana Jones!

Na prática, o que você vai encontrar nessa região mato grossense é muito ecoturismo de trilha: cânions estreitos, poços de água cristalina com tons de azul e verde, cachoeiras escondidas dentro de fazendas particulares e formações rochosas que só se acessa com guia credenciado.

Não tem estrutura de parque nacional por aqui. Cada atrativo pertence a uma propriedade (Fazenda Recanto da Serra, Estância Favo de Mel principalmente) e a visitação é sempre guiada, com limite diário de visitantes para preservação.

Não é uma viagem e um destino de contemplação passiva. É um roteiro pra quem gosta de trilha e não se assusta com caminhada de várias horas, pequenas travessias de rio sobre pedra e alguns trechos mais técnicos.

Serra do Roncador Mato Grosso Barra do Garças


COMO CHEGAR SAINDO DE CUIABÁ

Barra do Garças fica a cerca de 500 km de Cuiabá, entre 6 e 7 horas de carro pela BR-070. É trecho de asfalto em boas condiçoes o tempo todo, cortando plantações de soja, milho e algodão. É também rota de bastante tráfego de carretas, então vá com atenção redobrada.

Fizemos o trajeto com roteiro fechado pela CNP Turismo e Expedições, que resolve a logística inteira: transporte desde Cuiabá, hospedagem, guias credenciados e agendamento dos atrativos.

Explico por que isso importa: Fazenda Recanto da Serra e Estância Favo de Mel só permitem entrada com guia autorizado, e as trilhas mais concorridas (Santuário das Araras, Cânion do Cipó) têm limite diário de visitantes. Sem reserva feita com antecedência, você simplesmente não entra.

Dica de viajante: se for de carro próprio, considere que boa parte do acesso interno às fazendas é estrada de terra e alguns trechos pedem 4×4. Fechar com agência resolve esse ponto também, já que o transporte interno costuma estar incluso no pacote.

Como alternativa é possível chegar em Barra do Garças chegando pelo Aeroporto de Goiânia que fica a 385 km de distância e cerca de 5 horas de estrada.


O ROTEIRO COM A CNP TURISMO

Fizemos esse roteiro completo de 5 dias em parceria com a CNP Turismo e Expedições, agência com sede em Cuiabá e especializada em ecoturismo no Mato Grosso.

Na prática, o que eles resolvem por você: transporte desde Cuiabá, hospedagem em Barra do Garças, agendamento das trilhas (que têm limite diário de vagas) e os guias credenciados exigidos em cada atrativo.

Além disso, fornecem todas as informações e dicas de cada trilha e atrativo. Nosso guia Wellington foi excepcional duranta todo o roteiro e agregou muito no aprendizado sobre a região!

Entre em contato com a CNP Turismo por esse link e mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE pra ganhar um desconto no seu roteiro!

A CNP também atende outros destinos turisticos do Mato Grosso como Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres!

 


QUANDO IR

A época seca (maio a setembro) é a melhor janela. Os rios ficam mais baixos, a água dos poços fica mais clara e o acesso às trilhas fica mais seguro, sem o risco de pedras escorregadias por chuva ou cheia de rio. É também quando o Rio Araguaia forma praias de água doce na região.

Evite o período de chuvas intensas (dezembro a março). Além do risco nas trilhas, atrativos como a Lagoa Azul de Primavera do Leste já fecharam temporariamente nessa época por transbordamento de rio, o que turva a água e cancela a visitação.

Clima chuva e temperatura Barra do Garças Quando ir Mato Grosso Serra do Roncador


QUANTO TEMPO FICAR

Nosso roteiro foi de 5 dias, com saída e retorno de Cuiabá, e para mim foi o tempo justo para conhecer os principais atrativos. Cada dia de trilha nas fazendas da região consome praticamente o dia inteiro, então dá para fazer no máximo um atrativo principal por dia.

Se você tiver mais tempo disponível, vale esticar para um roteiro de 6 ou até 7 dias. Mas menos que 5 dias fica muito corrido considerando ainda o deslocamento até Cuiabá.


ROTEIRO COMPLETO DIA A DIA

Abaixo está o nosso roteiro completo com dicas para dia de atividade:

CUIABÁ PARA BARRA DO GARÇAS, COM PARADA NA LAGOA AZUL (DIA 1)

Saída de Cuiabá pela manhã, com parada em Primavera do Leste (cerca de 240 km de Cuiabá) para conhecer a Lagoa Azul, a 33 km do centro da cidade. É propriedade privada com acesso controlado: do estacionamento até a lagoa são cerca de 280 metros de caminhada plana pelo cerrado, trilha fácil, sem esforço físico relevante.

O local é líndissimo, a água tem coloração azul-turquesa por causa do solo calcário da região, que filtra a luz. Dá para fazer flutuação com snorkel (equipamento incluso na maioria dos passeios) ou só visita contemplativa, sem entrar na água. O uso de colete é obrigatório para não levantar areia e preservar as nascentes.

Em Primavera do Leste existe uma seguinda lagoa chamada Lagoa da Lua que também pode ser visitada durante essa parada na cidade. Depois da parada, seguimos para Barra do Garças, completando a viagem no fim da tarde.

Dica de viajante: a Lagoa Azul não tem estrutura de alimentação no local. Leve água e um lanche, e vá com protetor solar e repelente já aplicados.

Primavera do Leste Lagoa Azul Lagoa da Lua Mato Grosso Roteiro


TRILHA ATÉ COMPLEXO AZUL DAS ÁGUAS (DIA 2)

A Fazenda Recanto da Serra fica a cerca de 50 km de Barra do Garças (parte asfalto, parte estrada de terra), cerca de 1h30 de trajeto.

A principal atividade do dia foi justamente fazer a trilha superior, que dá acesso ao complexo de cânions e poços na parte de cima da Cachoeira Azul (a região conhecida como Azul das Águas/Cânion Encantado/Poço Azul).

Na época seca, com a estrada em boas condições, dá pra chegar de carro até bem perto do atrativo, tendo que percorrer apenas 600 metros de distância. Caso a estrada não esteja em bom estado, o trajeto total aumenta para 5 km de trilha.

O lugar é simplesmente incrível! Só o fato da lagoa de águas cristalinas estar localizada no topo da cachoeira já é um diferencial a parte. Mas subindo o rio encontramos cânions, mais lagoas e cachoeiras pelo caminho.

A agência forneceu coletes pra quem não sabe nadar e mascaras para snorkel.

Barra do Garças Cachoeira Azul Recanto da Serra Cânion Poço Azul

À tarde, fomos ao Mirante Arco de Pedra para asssitir ao pôr do sol. É trilha curta, cerca de 300 metros, nível fácil, e leva a uma formação rochosa na beira de um penhasco com vista da planície do Rio Araguaia.

É fundamental andar com repelente durante a viagem principalmente nesses horários de fim de tarde!

Serra do Roncador CNP Turismo Expedições Roteiro Barra do Garças Mato Grosso


TRILHA ATÉ O CÂNION DO CIPÓ (DIA 3)

O Cânion do Cipó fica na Estância Favo de Mel, a cerca de 50 km de Barra do Garças. A trilha tem 10 km ida e volta, dificuldade moderada a difícil, com trechos de caminhada em pedra e beira de rio. Contratação de guia e uso de perneiras é obrigatório.

O roteiro começa leve, até a entrada na vegetação e o início dos paredões, subindo o leito do rio em sequência. Fomos direto para Cânion onde fizemos um canionismo subindo pelos lagos e pedras até chegar na Cachoeira dos Amigos. É o tipo de trilha em que parte do “caminhar” é literalmente nadar entre os paredões.

Um lugar mágico que redefiniu nossa classificação de ecoturismo.

Canion do Cipó Barra do Garças Roteiro Mato Grosso

Na seguencia seguimos para a Cachoeira do Sossego, uma pequena queda d`água enquadrada pelas pedras ao seu redor. Uma ótima forma de encerrar um dia maravilhoso!


TRILHA ATÉ O SANTUÁRIO DAS ARARAS (DIA 4)

Também na Estância Favo de Mel fica o Santuário das Araras. É a trilha mais longa do roteiro: entre 11 a 12 km ida e volta, dificuldade moderada a difícil, considerada a mais exigente da região. O terreno é majoritariamente plano, mas com alguns trechos de subida e descida íngremes.

Assim como os outros, é passeio de dia inteiro, com o poço de águas em tons de azul-turquesa cercado por paredões de mais de 100 metros e a chance real de ver araras-vermelhas em ambiente natural.

Silêncio é regra: não é permitido som alto nem drone no local, para não afugentar as aves.

No caminho de volta paramos na Cachoeira Samambaia, poço de água esverdeada com queda de cerca de 10 metros.

Dica de viajante: esse foi o dia mais puxado fisicamente do roteiro inteiro. Se você não tem uma rotina mínima de caminhada, treine antes de ir.

Santuário das Araras Fazenda Favo de Mel Barra do Garças Serra do Roncador


CACHOEIRA AZUL E RETORNO PARA CUIABÁ (DIA 5)

O roteiro de 5 dias exige que o último dia de volta pra Cuiabá inclua a última atividade do roteiro.

Voltamos à Fazenda Recanto da Serra, dessa vez para o trecho de base da Cachoeira Azul: trilha 6 km ida e volta, fácil a moderada, com escadas de madeira em alguns pontos e uma travessia de rio sobre pedras irregulares. É cerca de 40 minutos de caminhada até a cachoeira aparecer.

E que espetáculo de lugar! A Cachoeira Azul tem cerca de 45 metros de altura, poço amplo com áreas rasas de fundo de areia branca e pontos mais profundos (até 12 metros).

A lateral do poço ainda conta com pequenas cavernas de pedra, perfeitas para registrar aquele vídeo ou foto instagramável da viagem!

Depois do banho de cachoeira e do lanche na pedra, seguimos direto para Cuiabá, com chegada à noite.

Dica de viajante: é a trilha mais “fácil” das que fizemos, mas ainda exige atenção na travessia do rio. Vá com calma nesse trecho, principalmente se estiver com criança ou idoso no grupo.

Barra do Garças Cachoeira Azul Recanto da Serra


RESUMO DAS TRILHAS: DISTÂNCIA, DIFICULDADE E DURAÇÃO

A tabela abaixo ajuda a entender o esforço físico de cada dia e planejar o preparo.

Atrativo Distância (ida e volta) Dificuldade Duração aproximada
Lagoa Azul (Primavera do Leste) 560 metros (estacionamento até a lagoa) Fácil Parada de algumas horas no trajeto
Arco de Pedra 600 metros Fácil Cerca de 30 minutos
Base da Cachoeira Azul (Fazenda Recanto da Serra) 6 km Fácil a moderada Cerca de 40 minutos só de caminhada até a queda
Topo da Cachoeira Azul (Complexo Azul das Águas) 600 m ou 5 km Fácil a moderada Entre 1h e 1h30 de caminhada saindo da sede *
Cânion do Cipó e Cachoeira do Sossego (Estância Favo de Mel) 8 km Moderada a difícil Dia inteiro
Santuário das Araras (Estância Favo de Mel) 12 km Moderada a difícil Dia inteiro (a trilha mais longa da região)

* Depende das condições da estrada


O QUE LEVAR NA VIAGEM

Por ser uma viagem de ecoturismo é fundamental saber escolher o que vai levar na mala pra não levar coisas demais mas também pra não deixar faltar nada importante.

Por isso, aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

ITENS INDISPENSÁVEIS PARA A VIAGEM

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis de trilha (sola dura e impermeável)
    • Sapatilha para água (pedras em algumas cachoeiras)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Câmera de ação ou case a prova d’água para o celular
    • Toalha (ideal de microfibra)

ITENS QUE VALEM A PENA LEVAR


DICAS PRÁTICAS ANTES DE IR

    • Guia obrigatório: nenhuma das trilhas da Fazenda Recanto da Serra ou da Estância Favo de Mel pode ser feita por conta própria. Todo o acesso é guiado e mediante agendamento prévio.
    • Calçado: leve tênis ou sandália de trilha com boa aderência, que possa molhar. Parte dos percursos passa por rio ou pedra molhada.
    • Preparo físico: o Santuário das Araras e o Cânion do Cipó exigem condicionamento mínimo. Não é imprescindível mas um bom condicionamento físico ajuda bastante!
    • Alimentação na trilha: leve lanche e bastante água nos dias de trilha longa. Alguns atrativos tem refeição no final mas geralmente acontecem no fim do dia.
    • Silêncio nas áreas de fauna: no Santuário das Araras, som alto e uso de drone são proibidos para não afugentar as aves.
    • Época: priorize maio a setembro, período seco, com trilhas mais seguras e água mais limpa nos poços.

MONTE SEU ROTEIRO

Lembrando que os leitores do Mapa de Viajante tem desconto no roteiro para Barra do Garças. Então entre em contato com a CNP Turismo por esse link, mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE e peça seu orçamento!

Se tiver alguma dúvida me segue e me chama no Instagram pra conversar!

4 de julho de 2026
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Roteiro O que fazer Alagoas Maceio Maragogi São Miguel dos Milagres

Assim, Alagoas é aquele destino que parece de mentira, mas é real. Um litoral com águas transparentes, piscinas naturais formadas por recifes, vilarejos e trechos praticamente desertos mesmo na alta temporada. Neste guia completo, baseado na nossa viagem de 10 dias pelo estado, você vai descobrir quando ir, onde se hospedar, como se locomover e todas as praias do sul ao norte do estado, com dicas práticas para montar um roteiro estratégico e evitar multidões.


EXPLORE O CONTEÚDO


SOBRE ALAGOAS

Alagoas possui cerca de 230 km de litoral e abriga algumas das praias mais bonitas do Brasil. O estado se destaca principalmente pelas piscinas naturais formadas por recifes de corais na maré baixa, por seus coqueirais extensos e vilarejos que servem como base de hospedagem como São Miguel dos Milagres e Maragogi.

A famosa Rota Ecológica dos Milagres, no litoral norte, reúne praias preservadas, pousadas a poucos metros da praia e mar calmo quase o ano inteiro. Já no litoral sul, o cenário mistura falésias, rios e praias. A capital Maceió fecha com chave de ouro o roteiro, com uma linda orla urbanizada e restaurantes pra todos os gostos e bolsos.

Alagoas Ponta do Mangue Bruna


QUANDO IR PARA ALAGOAS

O clima em Alagoas é quente o ano inteiro, com temperaturas médias entre 23°C e 31°C. A principal variação ao longo do ano está no índice de chuvas.

A melhor época pra conhecer o estado de Alagoas vai de Setembro a Março, quando chove menos e o mar costuma ficar ainda mais cristalino.




TÁBUA DAS MARÉS: FATOR DECISIVO

A tábua das marés é um dos fatores mais importantes para planejar sua viagem a Alagoas, especialmente se a sua prioridade são as piscinas naturais de Maragogi, São Miguel dos Milagres, Porto de Pedras ou Pajuçara (Maceió).

Por que a maré é tão importante?

As famosas piscinas naturais só ficam realmente cristalinas e rasas quando a maré está baixa (idealmente abaixo de 0,5m). Acima disso, o volume de água aumenta, a correnteza pode ficar mais forte e a visibilidade diminui bastante. Em maré alta, muitas piscinas simplesmente “somem”.

Ou seja: não basta escolher o mês certo é preciso olhar os dias específicos da sua viagem.

Como o horário da maré muda?

O horário da maré baixa muda todos os dias, em média cerca de 40 a 60 minutos mais tarde a cada dia.
Exemplo prático:

    • Dia 1: maré baixa às 8h
    • Dia 2: maré baixa às 8h50
    • Dia 3: maré baixa às 9h40

Isso significa que:
Em alguns dias, a maré baixa acontece muito cedo (6h–7h) e em outros, pode acontecer no fim da manhã ou até início da tarde. E em alguns períodos, a maré baixa ocorre à noite o que inviabiliza passeios.

Por isso, quem vai ficar poucos dias precisa verificar se haverá maré favorável durante o período da estadia.

Alagoas Maceió

Você pode consultar:

    • Site da Marinha do Brasil (DHN) – fonte oficial
    • Aplicativos como “Tides”, “Tábua de Marés” ou “Windy”
    • Pousadas e operadoras locais (sempre confirme com eles)

O ideal é buscar pela estação mais próxima, como:

    • Porto de Pedras (Rota Ecológica)
    • Maragogi
    • Maceió

COMO CHEGAR EM ALAGOAS

O principal acesso é pelo Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares (MCZ), em Maceió. Para quem vai ao litoral norte (Maragogi) uma rota muito comum é descer no aeroporto de Recife (REC), que fica a cerca de 2h30 de carro.

De carro, o acesso é pela BR-101, que corta o estado de norte a sul.

Está em fase de conclusão o Aeroporto de Maragogi, que vai trazer mais flexibilidade e oferta de voos na hora de planejar a viagem para Alagoas. Dessa forma, será possível voar para Maceió, conhecer o litoral o estado e ir embora por Maragogi (ou vice e versa).


COMO SE DESLOCAR

Alugar carro é a melhor opção para explorar o litoral. Muitas praias ficam em vilarejos pequenos, com acesso por estradas secundárias. Ter autonomia faz diferença para visitar praias mais vazias e ajustar os horários conforme a maré.

Nós pesquisamos e alugamos o carro através do site da RentCars.

Outra alternativa é contratar passeios a partir de uma cidade ou realizar os deslocamentos entre as cidades com transfers de agências. Em Maceió é fácil usar aplicativos de transporte, mas nas cidades menores esse serviço é mais raro ou não está disponível.


ONDE SE HOSPEDAR EM ALAGOAS

Grande parte do litoral é formada por vilarejos simples e pequenos, ruas de areia, poucas opções de restaurantes e clima extremamente tranquilo. Isso é ótimo para quem busca refúgio e praias vazias, mas pode frustrar quem espera agito ou infraestrutura urbana.

As principais opções de hospedagem são:

    • Maceió: ideal para quem busca estrutura urbana e hotéis maiores. Muitas opções de atividades na orla, restaurantes e cafés.
    • São Miguel dos Milagres / Porto de Pedras: melhor base para a Rota Ecológica dos Milagres e pra quem busca tranquilidade.
    • Maragogi: ótima estrutura na orla da praia com hotéis e restaurantes e proximidade das piscinas naturais.
    • Barra de São Miguel: alternativa tranquila no litoral sul.
    • Jarapatinga: Fica entre Milagres e Maragogi. Tem mar bonito, passeios de jangada e boa oferta de pousadas e preços mais equilibrados. É uma excelente alternativa para quem quer fugir da lotação de Maragogi.

QUANTO TEMPO FICAR

O céu é o limite quando se fala de um litoral tão rico e cheio de atividades. Nossa viagem teve duração de 9 noites e achei ideal para um roteiro tranquilo e flexível.

Então aqui vai minha sugestão em cada uma das principais bases:

Base Noites Ideais
Maceió 2 a 3 noites
Rota Ecológica 3 a 4 noites
Maragogi 2 a 3 noites
Litoral Sul (opcional) 2 noites

QUANTO CUSTA VIAJAR PRA ALAGOAS

Viajar para Alagoas definitivamente não é caro. O segredo é combinar atividades guiadas e excursões com passeios gratuitos pelas praias. Combinar bons restaurantes que valem a pena investir um pouco mais com restaurantes locais mais em conta. E pesquisar bem por hospedagens e passagens aéreas.

Aqui vai um quadro com uma média dos nossos gastos nessa viagem:

Item Valor por Pessoa Valor por Casal
Passagem aérea (preço normal, ida e volta) R$ 1000,00 e 1100,00
Passagem aérea (promoção, ida e volta) R$ 350,00 e 500,00
Hospedagem de custo-benefício (por noite) R$ 200,00 e 400,00
Hospedagem pé na areia (por noite) R$ 600,00 e 1500,00
Passeio de jangada compartilhado (piscinas naturais) R$ 75,00 e 120,00
Passeio de jangada privativo (piscinas naturais) R$ 300,00 e 400,00
Aluguel de caiaque (1h) R$ 40,00 e 80,00
Aluguel de jetski (15–20 min) R$ 180,00 e 300,00
Passeio de buggy (hora) R$ 200,00 e R$ 300,00
Excursão de bike aquática (2 horas) R$ 160,00
Restaurante pé na areia (prato principal) R$ 120,00 e 220,00
Restaurante alto padrão (refeição completa) R$ 240,00 e  500,00
Restaurante (prato feito / almoço simples) R$ 25 e 45,00

 


O QUE FAZER EM ALAGOAS

Encontramos um total de 56 praias no litoral de Alagoas. Isso mesmo: 56! Algumas são pequenas faixas de areia, outras são maiores, algumas tem boa estrutura de praia, outras são desertas, algumas tem atividades pra fazer, outras são só pra descansar.

Abaixo, vou trazer as praias que visitamos no nosso roteiro de 10 dias pelo litoral de Alagoas e o que fizemos em cada uma delas.

Praia do Pajuçara (Maceió)

A Praia de Pajuçara, na capital, é uma das mais famosas e urbanizadas de Alagoas. O mar costuma ser calmo e é daqui que saem as tradicionais jangadas para as piscinas naturais de Pajuçara, um dos passeios mais procurados da capital.

A praia conta com ampla oferta de redes de hotéis como o Ibis e o Mercure e apartamentos para aluguel, além de excelente estrutura de praia, com bares, restaurantes e calçadão ideal para caminhadas e passeios de bicicleta.

Nós visitamos a Capelinha de Jaraguá e o Mercado das Artes (ao lado da praia de Pajuçara), almoçamos no Marô Restaurante e tomamos um café no Marina Coffee Shop.

Outros bares e restaurantes em Maceió que recomendo sao o Mahr Gastronomia (alta gastronomia) e o Budega do Zito (temático).

 Alagoas Maceió Ponta Verde Pajuçara Onde comer

Praia de Ponta Verde (Maceió)

A Praia de Ponta Verde é a extensão da praia de Jajuçara e tem caracteristicas de praia semelhantes. Conta com quiosques, restaurantes, ciclovia, calçadão movimentado e o Marco dos Corais, um excelente local para assistir ao pôr do sol.

Na maré baixa dá pra curtir as piscinas naturais e ir caminhando até o farol da Ponta Verde. Também é na orla de Ponta Verde que fica a Cadeira Gigante de Maceió, um dos lugares mais procurados para foto!

Ponta Verde também tem diversas opções de apartamentos de temporada e hospedagens como o Palms Ponta Verde.

 Alagoas Maceió Ponta Verde Pajuçara

Dunas de Marapé

Nosso segundo dia de viagem seguimos para o Sul para conhecer as Dunas de Marapé. Localizadas cerca de 1h10 de Maceió, é o local do encontro do Rio Jequiá com o mar. Na maré baixa, a grande faixa de areia forma uma linda paisagem e o local ideal para passar o dia e fazer atividades de caiaque e bicicleta aquática no rio.

O Complexo Dunas de Marapé pode ser acesso de barco pagando um valor fixo pelo estacionamento, barco e refeição.

O Hotel Transamerica é uma ótima opção pra quem quer ficar pertinho da praia e em um local tranquilo!

Aqui dá pra contrarar uma excursão de um dia saindo de Maceió para as Dunas de Marape.

Praia do Gunga

Sem dúvida uma das praias mais famosas de Alagoas, a Praia do Gunga é parada obrigatória pra quem passa pelo sul do estado. O mirante do Gunga é aquela famosa vista dos coqueirais encontrando com a praia e o local é atualmente o único ponto de acesso as falésias do Gunga.

A atividade de quadriciclo custa 200,00 por quadriciclo para duas pessoas e tem uma duração curta de 1 hora mas é suficiente para chegar até das falésias, tirar algumas fotos e tomar um banho de rio. Também dá pra fazer o passeio de buggy (sempre com guia).

No Gunga também é possível fazer um passeio de barco pela Lagoa do Roteiro e pelas piscinas naturais da Barra de São Miguel. Particularmente não gostei muito do local, sendo que a duração do passeio é de apenas 1h30 e todas as paradas são muito rápidas.

Pra quem não tem tempo nem flexibilidade para conhecer as praias por conta própria, dá pra contrarar uma excursão de um dia saindo de Maceió ou uma excursão que também inclui a Praia do Francês.

Alagoas Gunga Praia Falésias Quadriciclo

Alagoas Gunga Praia Falésias Quadriciclo

Praia de Ipioca

Seguindo viagem agora para o norte do estado chegamos a Praia de Ipioca que fica a 30 minutos de Maceió. A praia é uma das mais bonitas e tranquilas da região, principalmente chegando bem cedinho.

Apesar do visual preservado (por enquanto), a praia conta com boas opções de hospedagem à beira-mar, incluindo pousadas e resorts, além de estrutura organizada em alguns trechos, com destaque para beach clubs como o Hibiscus, que oferece restaurante, espreguiçadeiras e serviço completo (por um valor de uso diário).

Muito comum encontrar chalés e villas na praia de Ipioca para se hospedar a beira mar ou muito perto da praia.

Também é possível contratar excursões de bate e volta saindo de Maceió e passar o dia no Hibiscos.

Alagoas Maceío Ipojuca São Miguel dos MIlagres Maragogi

Praia do Carro Quebrado

Seguindo viagem chegamos a Praia do Carro Quebrado. O estacionamento custa R$ 40,00 por carro e dá acesso ao mirante e também a uma pequena trilha que leva até a praia. A praia é muito tranquilo já que muita gente não passar por ali, tem uma pequena estrutura de praia e um visual incrível das falésias.

Atenção: o trecho que conecta a praia do Carro Quebrado com São Miguel dos Milagres passa por uma estrada de terra/areia batida. Nós fizemos esse trecho com um Mobi 1.0 e foi bem tranquilo (fora da época de chuvas). Existe uma opção de balsa pelo Rio Camaragibe mas essa balsa só transporta motos!

A alternativa (fora estrada de chão) é voltar até a AL-413 mas sinceramente não vejo necessidade.

Alagoas Carro Quebrado

Praia do Marceneiro

Já no final do dia, quase em São Miguel dos MIlagres, chegamos na Praia do Marceneiro. Uma praia lindíssima de onde partem jangadas para conhecer as piscinas naturais na maré baixa.

A Praia do Marceneiro tem diversas opções de hospedagem, desde casas para aluguel em condomínios fechados, quanto pousadinhas. Outra opção é essa casa no Condominio Naluum para até 8 pessoas.

É uma alternativa de lugar mais tranquilo pra se hospedar e com boas opções de restaurantes no redor como por exemplo o Tanino Bistrô e a Tapioca da Elisângela.

Praia de São Miguel dos Milagres

A Praia de São Miguel dos Milagres é uma das mais emblemáticas da Rota Ecológica de Alagoas, conhecida pelo visual preservado, mar calmo e claro e atmosfera tranquila de vila. Diferente das praias urbanas, o cenário aqui é dominado por coqueirais, ruas de areia e pousadinhas, muitas delas com hospedagem pé na areia.

Nós ficamos hospedados 3 noites no excelente Chalé Capoeira dos Milagres a poucos metros da praia. Outra opção é a Pousada Encanto das Águas.

A estrutura de praia é discreta, com alguns restaurantes e beach clubs, mas sem grandes construções (por enquanto), o que mantém o clima exclusivo. Excelentes restaurantes por perto são o Namoranga Gastronomia e o Restaurante O Beco.

Na maré baixa, formam-se piscinas naturais extensas e cristalinas, acessíveis principalmente por jangada, sendo um dos melhores pontos do estado para snorkel. Entre as principais atividades estão passeios de jangada até as piscinas naturais

Alagoas Chalés dos Milagres

Praia do Toque

A praia do Toque é uma extensão da praia de São Miguel dos MIlagres e é ainda mais tranquila e exclusiva. Tem pousadas de altíssimo padrão como a Pousada Zaya e também casas de temporada. A estrutura de praia é limitada e integrada às próprias pousadas, o que ajuda a preservar o clima tranquilo.

As piscinas naturais formadas na maré baixa são a grande atração da praia, podendo contratar o jangadeiro direto com a hospedagem.

Não é uma praia com grandes opções de restaurantes mas fica a poucos minutos de carro da vila de São Miguel e de Porto da Rua.

Praia de Tatuamunha

A Praia de Tatuamunha, em Porto de Pedras, é uma das mais especiais da Rota Ecológica por unir mar cristalino e o encontro com o rio Tatuamunha, criando um cenário tranquilo e extremamente fotogênico.

Te pousadinhas e bangalôs a beira mar, como por exemplo a Pousada Tatuá, espalhadas ao longo da orla. A estrutura de praia é limitada, concentrada nas próprias pousadas e em poucos restaurantes locais.

Além das piscinas naturais, um dos grandes diferenciais é o passeio de jangada pelo rio Tatuamunha para observação do peixe-boi marinho, experiência controlada e sustentável realizada pela Associação do Peixe Boi.

Outra atividade diferente pra fazer no local é passar pelas pontes sobre o Rio, idealmente durante o pôr do sol.

Praia Rio tatuamunha São Miguel dos Milagres Peixe Boi

Praia do Patacho

A Praia do Patacho, que também fica em Porto de Pedras, é frequentemente citada entre as praias mais bonitas do Brasil. E de fato a praia é incrível. Em alguns dias de maré seca dá pra caminhar dezenas de metros com água abaixo do joelho, até os recifes de corais.

A praia também é referencia de sustentabilidade, já que ganho por 5 anos seguidos o Selo Azul de preservação e sustentabilidade. Na prática, o que encontramos foi um grande canteiro de obras, com diversas obras que provavelmente vão se transformar em resorts, beachclubs e pousadas.

Diferente de Milagres, aqui não há centrinho nem comércio próximo: o acesso é por estrada de areia e a estrutura fica basicamente dentro das pousadas. A praia é longa, pouco ocupada e excelente para caminhadas. Algumas poucas barracas a beira mar, como a Maré Mansa Gastrobar, oferecem um serviço de praia suficiente pra passar o dia.

Os passeios de jangada para as piscinas naturais do Patacho estão entre os mais procurados por quem viaja para Alagoas.

Hospedagem na praia do Patacho com café da manhã na Toca do Caranguejo ou na Pousada Sunshine.

Praia de Lajes

Praia de Lages é uma das menos faladas da região e justamente por isso costuma estar vazia. O diferencial aqui é o aspecto mais “cru” da paisagem: menos pousadas de luxo e mais vegetação nativa próxima da areia. Não há tantos beach clubs nem restaurantes estruturados na faixa de areia.

É uma praia boa para quem está hospedado na região e quer variar o cenário sem ir para os pontos mais conhecidos. Algumas pousadas, como a Pousada Rota Ecológica, servem como ótima opção a beira mar pra quem busca tranquilidade.

Nós fizemos o passeio de jangada pras piscinas de Lajes com o Maciel e foi um expectáculo. Ainda demos muita sorte de encontrar um trio de peixes-boi nadando livremente no seu habitat natural!

Praia de Lajes Patacho São Miguel dos Milagres Piscinas Naturais

Maragogi

Nossa última base no roteiro por Alagoas foram 3 noites em Maragogi. A Praia de Maragogi é o principal ponto de acesso às famosas Galés de Maragogi, o maior conjunto de piscinas naturais de Alagoas e um dos maiores do Brasil.

Diferente de outras praias da região, o centro de Maragogi tem perfil mais urbano (e até um pouco feio), com grande concentração de hotéis, pousadas, restaurantes e operadoras de passeio, o que faz dela uma base extremamente prática. Ainda temos a previsão da inauguração do novo aeroporto doméstico na cidade, que vai facilitar demais o acesso no futuro.

A faixa de areia é longa e o mar é calmo, mas o grande destaque são os passeios de lancha ou catamarã até as piscinas naturais, localizadas a cerca de 6 km da costa, onde a água fica extremamente transparente na maré baixa.

Além das piscinas, é possível fazer mergulho com cilindro, snorkel, passeios de buggy pelo litoral, jet ski e caminhadas pela orla, sendo a melhor praia do estado em termos de infraestrutura e variedade de atividades.

Restaurantes pra experimentar em Maragogi são o Corais do Maragogi, Casarão da Nair e o maravilhoso Restautante Odaiá, que ficam na orla.

Hospedagens na orla de Maragogi: Pousada Mariluz e Almaré Pousada.

Alagoas Lajes Praia de Lajes São Miguel dos MIlagres

Praia de Barra Grande

A Praia de Barra Grande é conhecida por abrigar um dos cenários mais icônicos de Alagoas: o Caminho de Moisés, um banco de areia que surge na maré baixa e permite caminhar mar adentro com água rasa dos dois lados.

O mar aqui é extremamente calmo e raso, com tons claros e excelente visibilidade, o que torna o local destino de dezenas de barcos e jangadas. Assim, durante as poucas horas em que o caminho fica aparente, o lugar fica repleto de turistas curtindo a pequena praia e tirando fotos.

Barra Grande também é um ótimo ponto de partida para passeios de lancha pelas piscinas naturais e com parada no Caminho de Moisés.

Também dá pra ficar hospedado em Barra Grande, que conta com alguns restaurantes e beach clubs, especialmente na área próxima ao Caminho de Moisés.

Opções de hospedagem em Barra Grande são na Pousada Sol e Mar e Pousada Diana.

Alagoas Praia de Barra Grande Caminho de Moisés

Praia de Antunes

A Praia de Antunes é outra das mais famosas e fotografadas de Alagoas. O grande diferencial aqui é o mar extremamente raso por dezenas de metros, com tons de azul muito claro, principalmente na maré baixa. É aquele cenário clássico de praias com água transparente e areia branca.

Diferente do centro de Maragogi, Antunes não conta com muitas hospedagens. Mas a estrutura existe, com vários restaurantes e barracas a beira mar e pontos de apoio ao longo da orla. Também é uma ótima praia pra alugar um caiaque, jet-ski ou bike aquática.

A Praia de Antunes também é uma parada muito comum para passeios de Buggy e quadriciclo e por isso costuma ficar cheia no meio do dia. Pra encontrar a praia vazia recomendo fazer uma parada antes das 9 horas.

Alagoas Praia de Barra Grande Antunes Maragogi

Praia de Xeréu

Praia de Xaréu é bem menos conhecida que Antunes e Barra Grande e justamente por isso costuma ser mais vazia. Ela fica em uma área mais tranquila (entre Antunes e Ponta do Mangue) e tem um aspecto mais natural, com menos comércio e menos fluxo de visitantes.

A beira mar encontramos diversas pousadinhas escondidas entre os coqueiros, lugar ideal pra quem quer descansar e curtir uma vibe mais tranquila.

Ponta do Mangue

A Praia Ponta do Mangue já fica quase na divisa de Alagoas com Pernambuco e é uma das mais preservadas da região, com mar muito raso e cristalino, quase sempre com menos movimento que Antunes. Possui algumas pousadas e restaurantes, mas ainda mantém clima mais tranquilo.

É uma ótima praia pra passar o dia na Mão Divina Beach Club e fazer alguma atividade de caiaque ou excursão de Bike-aquática. Também tem passeios de jangada para as piscinas naturais de Antunes.

Nós fizemos um combo de passeio de Jangada e bike aquática com o pessoal da Porto do Sol que fica ao lado do Mão Divida Beach Club.

Alagoas Ponta do Mangue Bike Aquática

Praia dos Carneiros e Porto de Galinhas

Justamente pela proximidade entre os dois estados é possível fazer excursões de dia inteirio, saindo de Maragogi até Pernambuco.

A primeira opção é uma excursão a Porto de Galinhas, cartão postal do litoral pernambucano, com duração de 8 horas. Outra alternativa é a excursão que vai até a Praia dos Carneiros.

Outras praias

Como eu falei no início do post são mais de 50 praias no litoral de Alagoas e tantas outras atividades pra fazer. Lugares como Praia do Peba no sul e Japaratinga, São Bento e Burgalhau ficaram de fora do nosso roteiro mas com certeza são praias que valem a pena ser consideradas.

Por isso nós recomendamos fazer o litoral por conta própria, de carro alugado. Ter essa flexibilidade de escolher as praias e explorar lugares que não estavam no roteiro é um dos grandes diferenciais desse tipo de viagem!


O QUE COMER EM ALAGOAS

A gastronomia de Alagoas é fortemente influenciada pelo mar, pelos rios e pela cultura nordestina. Peixes frescos, frutos do mar, leite de coco, derivados da mandioca, azeite de dendê (em menor intensidade que na Bahia) e temperos regionais aparecem com frequência nos pratos.

Além disso, a culinária local mistura tradição indígena, africana e portuguesa, resultando em receitas simples, mas extremamente saborosas. Viajar pelo litoral alagoano também é experimentar pratos frescos, muitas vezes preparados com ingredientes pescados no mesmo dia.

Aqui vai uma lista de pratos típicos pra experimentar durante a sua viagem pelo estado:

    • Sururu ao coco – Um dos pratos mais tradicionais do estado. O sururu (molusco típico da Lagoa Mundaú) é preparado com leite de coco e temperos regionais.
    • Caldo de sururu – Versão mais simples e muito popular como entrada ou petisco.
    • Chiclete de camarão – Camarão cremoso com queijo gratinado, prato bastante presente nos restaurantes do litoral.
    • Peixada alagoana – Peixe cozido com legumes, leite de coco e pirão.
    • Moqueca de peixe ou camarão – Versão local costuma ser mais suave no dendê e mais presente no coco.
    • Casquinha de siri – Servida como entrada, gratinada.
    • Arroz de polvo – Bastante encontrado no litoral norte.
    • Lagosta grelhada – Comum em restaurantes à beira-mar (principalmente em Milagres e Maragogi).
    • Carne de sol com macaxeira – Clássico nordestino muito presente nos cardápios.
    • Buchada de bode – Mais comum no interior, mas presente na culinária tradicional.
    • Tapioca recheada – Do café da manhã ao lanche da tarde.
    • Bolo de macaxeira – Muito tradicional no café regional.
    • Cocada e doces de coco – Vendidos em feiras e praias.

Alagoas Maceió Ponta Verde Pajuçara Onde comer


PRONTO PARA ALAGOAS?

Alagoas é um daqueles destinos que parecem simples à primeira vista mas a diferença entre uma viagem “boa” e uma experiência realmente memorável está nos detalhes. Escolher a base certa, acertar os dias de maré baixa, equilibrar litoral sul e norte, evitar deslocamentos desnecessários e selecionar os passeios certos muda completamente o resultado da viagem.

Depois que exploramos o litoral de sul a norte, ficou claro: planejamento é o que transforma Alagoas em uma viagem inesquecível!

Então, se você quer montar um roteiro estratégico, otimizar seus dias e evitar erros comuns (como perder as piscinas naturais por causa da maré), eu posso te ajudar. Desenvolvo roteiros personalizados e consultorias completas, adaptadas ao seu perfil de viagem: seja casal, família, viagem romântica ou experiência mais exclusiva na Rota Ecológica dos Milhares!

Alagoas é incrível por natureza mas bem planejada, ela fica ainda melhor. Entre em contato!

13 de fevereiro de 2026
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Rota das Emoções Parnaíba Jericoacoara Lençóis Maranhenses Atins Santo Amaro Barreirinhas Parque Nacional Delta do Parnaíba Revoáda dos Guarás Camocim

EXPLORE O CONTEÚDO

A Rota das Emoções é uma das viagens mais incríveis que se pode fazer no Brasil. Unindo três estados do Nordeste: Ceará, Piauí e Maranhão. O roteiro combina belas paisagens com muita aventura e atividades ao ar livre. São cerca de 500 quilômetros de praias, dunas gigantes, lagoas de água doce e rios que formam um ecossistema único.

Neste guia completo, você vai encontrar um roteiro detalhado de 10 dias pela Rota das Emoções (que pode ser muito maior), com dicas sobre o que fazer, onde se hospedar, como se locomover e informações essenciais para planejar sua viagem.


SOBRE A ROTA DAS EMOÇÕES

A Rota das Emoções é um roteiro turístico integrado que conecta três destinos de natureza no Nordeste: Jericoacoara (CE), o Delta do Parnaíba (PI) e o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses (MA). Mas apesar desses três destinos serem os mais famosos, existem outras cidades e vilas pelo caminho que merecem ser consideradas e incluídas no roteiro.

A viagem pode ser feita nos dois sentidos, mas o mais comum é começar em Jericoacoara e seguir em direção aos Lençóis Maranhenses, terminando em São Luís (vamos falar mais sobre isso).

O percurso é uma verdadeira imersão na natureza. Você passará por praias famosas, vilarejos de pescadores, dunas imensas e rios cheios de vida, com destaque para a revoada dos Guarás, uma das cenas mais espetaculares da viagem. É uma aventura que exige planejamento, mas que com certeza vale a recompensa!

Lagoas Lençóis Maranhenses Drone vista aérea


QUANDO IR PARA A ROTA DAS EMOÇÕES

A melhor época para visitar a Rota das Emoções é entre Junho e Dezembro, período em que as chuvas diminuem. O sol não é tão forte e a temperatura é mais agradável.

Já para ver as lagoas dos Lençóis Maranhenses cheias o ideal é ir entre Junho e Setembro.

    • Temporada de chuvas: Fevereiro a maio. As chuvas podem atrapalhar os passeios.
    • Temporada de seca: Outubro a janeiro. As lagoas dos Lençóis Maranhenses ficam mais secas.

COMO CHEGAR NA ROTA DAS EMOÇÕES

A Rota das Emoções pode ser iniciado tanto pelo lado de Jericoacoara quanto pelo lado dos Lençóis Maranhenses. Por isso, o aeroporto de chegada e de saída geralmente são diferentes. O mais comum é:

  • Chegada em Jericoacoara: O aeroporto mais próximo é o de Jericoacoara (JJD). De lá, você pode pegar uma jardineira ou um carro 4×4 até a vila. Se preferir, é possível voar até Fortaleza (FOR) sendo uma ótima opção pra quem quer incluir paradas antes da Rota das Emoções.
  • Saída dos Lençóis Maranhenses: O aeroporto de São Luís (SLZ) é o ponto final da viagem, e de lá você pode pegar seu voo de retorno. O transfer de Barreirinhas para São Luís ou Santo Amaro leva entre 4 e 5 horas.

Travessia Lençóis Maranhenses Barreirinhas Atins Santo Amaro O que fazer Roteiro


COMO SE DESLOCAR

A Rota das Emoções é uma viagem que exige planejamento de transporte. É muito comum contratar uma agência de turismo para fazer todo o roteiro. Para contratar uma agência eu indico a Enjoy Maranhão! Eles organizam tudo pra você e o atendimento deles é excelente!

Entretanto, existem alternativas pra quem quer uma viagem mais flexível. Alugar um carro é uma excelente opção principalmente se você pretende explorar lugares menos desconhecidos como Tatajuba, Barra Grande e Tutóia. Além de possibilitar total flexibilidade no deslocamento entre as cidades.

As estradas são todas asfaltadas e estão em condições razoáveis (exceto o trecho entre os Santo Amaro e São Luis que é todo esburacado).

Ah, e lembre-se que pra chegar na Vila de Jeri somente com carros 4×4 autorizados! Nesse caso, você precisa deixar o carro no estacionamento de Jijoca e contratar um transfer para a vila.

Outra opção é se deslocar de ônibus. Foi o que fizemos dessa última vez quando saímos de Jeri para Camocim, depois Delta do Parnaíba até chegar em Barreirinhas. Existe uma linha da empresa Guanabara que para em todas as principais cidades da Rota das Emoções.

Dentro dos destinos, os passeios são realizados em buggys, jardineiras 4×4 ou lanchas, sempre com guias locais. São poucos os passeios que podem ser feito por conta própria.

Jeriquaquara (Fonte: Wikipedia)


ONDE SE HOSPEDAR NA ROTA DAS EMOÇÕES

As opções de hospedagem na Rota das Emoções variam bastante e atendem a todos os bolsos. É importante planejar com antecedência, especialmente na alta temporada.

Jericoacoara

O vilarejo tem muitas pousadas charmosas. As mais populares ficam na Rua Principal e nas ruas ao redor, mas há opções em outras praias da vila.

Camocim

O lado desconhecido do Ceará que ainda permite ter uma experiência tranquila em uma cidade com boa estrutura turística.

Parnaíba

A cidade é a base para visitar o Delta e as várias praias do Piauí. Existem pousadas e hotéis de diferentes categorias e opções de apartamentos de temporada.

Barreirinhas

É a principal cidade para se hospedar nos Lençóis Maranhenses. Há uma grande variedade de pousadas e hotéis, desde os mais simples aos mais luxuosos. Se você busca uma experiência mais rústica, Atins também é uma ótima opção.

Santo Amaro

Base com menos infra estrutura dos Lençóis mas é a que fica mais perto do parque e com as lagoas mais bonitas! O preço dos hotéis é um pouco mais alto mas vale a pena o investimento.

São Luis

Capital maranhense também tem seus atrativos com praias, cidades históricas e city tour cultural. Se tiver tempo vale a pena ficar pelo menos 2 noites para conhecer melhor a cidade.


QUANTO TEMPO FICAR

A duração ideal para a Rota das Emoções é de 10 dias, permitindo que você explore os principais destinos.

A seguir, uma sugestão de como distribuir as noites:

Cidade Base Noites Recomendadas Destaque da Viagem
Jericoacoara (CE) 3 noites Vila charmosa, dunas e lagoas.
Parnaíba (PI) 2 noites Delta em mar aberto e revoada dos Guarás.
Barreirinhas ou Atins (MA) 5 noites Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses.

É possível adaptar o roteiro para viagens mais curtas (7 dias) porém acredito que terá que deixar atividades importante de fora. Nesse caso, sugiro focar em apenas um ou 2 destinos de deixar a Rota das Emoções para outra oportunidade.

Por outro lado, se conseguir esticar o roteiro para 14 dias, vai conseguir conhecer os lugares com calma e ainda incluir outras cidades no roteiro que sem dúvida vão agregar na experiência!

Quer ajuda para organizar a sua viagem? Entra em contato comigo para marcar uma consultoria de viagem onde vou te ajudar em todos os detalhes da sua viagem!


ROTEIRO NA ROTA DAS EMOÇÕES

Este roteiro detalhado foi pensado para que você aproveite ao máximo cada um dos três destinos.

Dias 1 a 3: Jericoacoara (CE)

Chegue e explore a vila de Jericoacoara. No final da tarde, assista ao pôr do sol da praia da vila para um espetáculo inesquecível.

Nos dias seguintes, faça os passeios de buggy do lado leste (Árvore da Preguiça, Pedra Furada, Lagoa do Paraíso) e do lado oeste (Rio Guriú, dunas e lagoas de Tatajuba e o mangue seco).

Restaurante Alchymist Beach Club Lagoa do Paraíso


Dias 4 e 5: Delta do Parnaíba (PI)

O transfer de Jeri para Parnaíba dura cerca de 4 horas. Aproveite o final da tarde para descansar.

O dia 5 é dedicado ao passeio de barco pelo Delta do Parnaíba. É um labirinto de ilhas, dunas, manguezais e igarapés. O ponto alto do passeio é a revoada dos Guarás, um espetáculo de centenas de pássaros vermelhos voltando para a ilha ao pôr do sol.

Se puder incluir um dia a mais em Parnaíba recomendo conhecer as praias de Luiz Correa e fazer um city tour pelo centrinho da cidade.

Delta do parnaíba Revoada dos Guarás Piauí Biodiversidade Nordeste Bioma

Delta do parnaíba Revoada dos Guarás Piauí Biodiversidade Nordeste Bioma


Dias 6 a 10: Lençóis Maranhenses (MA)

O transfer de Parnaíba para Barreirinhas dura cerca de 3 a 4 horas. Os dias nos Lençóis Maranhenses são para explorar o Parque Nacional. Tem muito mais conteúdo aqui no blog e no canal do YouTube pra quem quiser saber mais sobre os Lençóis Maranhenses.

No Dia 6, faça os Circuitos Lagoa Azul Lagoa Bonita, com uma vista panorâmica incrível das dunas.

No Dia 7, um passeio de lancha pelo Rio Preguiças até o vilarejo de Caburé.

Dia seguinte, explore o vilarejo de Atins e o famoso Canto do Atins. Você pode optar por dormir em Atins uma noite e assim otimizar o deslocamento entre a vila e Barreirinhas.

Último dia da viagem é hora de fazer um bate e volta até Santo Amaro e fazer o belíssimo passeio das Lagoas Emendadas.

E n dia 10, é o momento de fazer o transfer de volta para São Luís para pegar seu voo de retorno.

Pra organizar sua viagem para os Lençóis também indico a agência Enjoy Maranhão!

Lençóis Maranhenses Circuito Lagoa Bonita

Pôr do sol Lençóis Maranhenses


O que mais fazer na Rota das Emoções

O roteiro acima foi só uma pincelada das principais atividades dessa rota turística tão importante! Existe uma dezena de outras cidades menores que possuem tantas ou mais belezas do que as mais famosas. E o melhor de tudo é que são destinos mais vazios, mais baratos e com uma experiência culturalmente mais genuína.

Algumas sugestões:

    • Camocim/CE
    • Cajueiro da Praia/PI
    • Barra Grande/PI
    • Tutóia/MA
    • Atins/MA
    • Santo Amaro/MA

Camocim Ceará Dunas Lagoas Tatajuba Rota das Emoções

14 de setembro de 2025
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Travessia Lençóis Maranhenses Barreirinhas Atins Santo Amaro O que fazer Roteiro

Fazer a travessia dos Lençóis Maranhenses é uma das experiências de trekking mais únicas do Brasil. São cerca de 50 km de caminhada por dentro do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, conectando comunidades tradicionais e passando por lagoas de água doce que se formam entre as dunas. Neste post, você encontra informações essenciais sobre quando fazer a travessia, como se preparar, onde se hospedar e dicas para planejar a sua viagem aos Lençóis Maranhenses.

21 de agosto de 2025
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Rio Grande do Sul Ajuda

Essa página será dedica a compartilhar informações sobre a tragédia que está acontecendo no Rio Grande com formas de ajudar as vítimas das enchentes e orientações pra quem tem viagem para o estado do Rio Grande do Sul nos próximos meses!

7 de maio de 2024
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SC São Joaquim

São Joaquim na serra catarinense combina vinícolas, gastronomia e uma belíssima natureza serrana com cânions, cachoeiras e mirantes. Nesse post vamos mostrar nosso roteiro com dica de o que fazer em São Joaquim e na região.

3 de setembro de 2023
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O que fazer Roteiro em Jericoacoara

A pequena vila pesqueira de Jericoacoara se tornou em um dos destinos mais procurados para viajar pelo nordeste brasileiro. Nesse post vou dar dicas para organizar viagem com um roteiro completo do que fazer em Jericoacoara no Ceará!

17 de setembro de 2022
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