Um dos países asiáticos mais procurados por brasileiros, a Tailândia é um destino que mistura lugares paradisíacos, templos milenares e uma cultura cosmopolita na sua capital. Nesse post vamos detalhar tudo o que precisa saber para organizar sua viagem pra Tailândia e mostrar o nosso roteiro pelo país.
Mundo
As provincias de Salta e Jujuy são o destino perfeito para quem quer conhecer algo diferente na Argentina. Com paisagens desérticas, muitas serras e uma forte herança cultural, sem dúvida é são lugares pra se surpreender. Nesse post, vou dar todas as dicas sobre Salta e Jujuy, como chegar, o que fazer e veja ainda um roteiro completo baseado na nossa viagem por lá.
A Indonésia é o maior arquipélago do mundo, com mais de 17 mil ilhas espalhadas entre o Sudeste Asiático e a Oceania. O país vai muito além de Bali e reúne uma diversidade impressionante de paisagens, culturas, religiões e experiências. Nesta publicação vou mostrar 10 lugares extraordiários para conhecer na Indonésia e te ajudar a escolher pra onde ir no país!
EXPLORE O CONTEÚDO
SOBRE A INDONÉSIA
Por conta do seu tamanho e micro climas, a Indonésia pode ser considerada vários destinos dentro de um mesmo país. Não é só o clima que muda: a cultura, gastronomia, biodiversidade, religião e experiências são significativamente diferentes.
Em uma mesma viagem, é possível explorar templos milenares, vulcões ativos, florestas tropicais, vilarejos tradicionais e algumas das águas mais ricas em vida marinha do planeta. Cada região da Indonésia tem identidade própria, o que torna o destino ideal para quem busca viagens mais profundas, fora do turismo de massa.
O idioma oficial é o Bahasa Indonésia, derivado do malaio mas em muitas regiões é possível encontrar dialetos e idiomas locais, como o javanês e o sudanês.
O inglês é bem falado em lugares mais turísticos como Bali e Gili. Ao se afastar das regiões mais turísticas a conversar em inglês vai se tornando mais rasa, com mais gestos, até ser preciso o auxílio de um tradutor pra se comunicar.
Pode parecer um perrengue, mas é na verdade uma forma bem interessante de se conectar com os locais. Pricipalmente se você aprender algumas palavras em Bahasa.

QUANDO IR PARA A INDONÉSIA
De forma geral, a melhor época para viajar pela Indonésia é durante a estação seca, entre maio e outubro. Nesse período, as chuvas são menos frequentes, o mar costuma estar mais calmo e as condições são ideais para passeios de barco, mergulho, trilhas e visitas a vulcões.
A estação chuvosa vai de novembro a março, com maior impacto em Sumatra, Java e partes de Sulawesi. Já destinos como Raja Ampat são mais recomendados entre outubro e abril, quando o mar está mais estável.
Abaixo uma tabela com um resumo (previsão) de clima mês a mês para as principais regiões da Indonésia.
| Destino | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Raja Ampat | 🌤️ | 🌤️ | 🌤️ | 🌤️ | 🌊 | 🌊 | 🌊 | 🌊 | 🌊 | 🌤️ | 🌤️ | 🌤️ |
| Ilhas Komodo | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌧️ |
| Bali / Nusa Penida | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌧️ | 🌧️ |
| Ilhas Gili / Lombok | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌧️ | 🌧️ |
| Banggai / Luwuk / Manado | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌤️ | 🌧️ | 🌧️ |
| Yogyakarta (Java) | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌧️ | 🌧️ |
| Bukit Lawang (Sumatra) | 🌧️ | 🌧️ | 🌧️ | 🌤️ | 🌤️ | ☀️ | ☀️ | ☀️ | 🌤️ | 🌤️ | 🌧️ | 🌧️ |
COMO CHEGAR NA INDONÉSIA
Os principais aeroportos internacionais são Jakarta (CGK) e Bali Denpasar (DPS) mas também é muito comum chegar por Bangkok na Tailândia e se conectar com a Indonésia a partir de lá.
Bali costuma ser a porta de entrada mais prática para quem vem do Brasil com destino a ilha ou a outros lugares mais próximos como Lombok, Komodo e Ilhas Gili.
A partir dessas cidades, voos domésticos conectam praticamente todo o arquipélago. Regiões remotas, como Raja Ampat, Ilhas Banggai e Molucas, exigem planejamento maior, com conexões aéreas e trechos de barco.
COMO SE DESLOCAR
O deslocamento entre ilhas é feito principalmente por voos domésticos e barcos.
Dentro das ilhas, motos, carros com motorista e transfers privados são comuns. Em destinos menos turísticos, o transporte pode ser limitado, o que faz parte da experiência para quem busca uma Indonésia mais autêntica.
Para os trechos de barco, ônibus ou transfer eu recomendo pesquisar as opções no site da 12 Go Asia. Fique atento as avaliações com relação a qualidade do serviço e pontualidade!
Alugar moto na Indonésia é, em muitos destinos, a forma mais prática e barata de se locomover, especialmente em ilhas como Bali, Lombok, Nusa Penida e Gili Air. O aluguel é fácil, barato e amplamente disponível em pousadas, agências locais e até diretamente com moradores.
No entanto, é importante saber que, legalmente, o condutor estrangeiro deve possuir Carteira Nacional de Habilitação válida + PID (Permissão Internacional para Dirigir) com categoria para moto, algo que muita gente ignora.
Não ter esses documentos pode gerar multas, apreensão da moto e problemas com seguro em caso de acidente. Em destinos com trânsito intenso e caótico, como Jacarta, partes de Bali (Kuta, Denpasar, Canggu) e grandes cidades de Java, não é recomendável alugar moto se você não tiver experiência.
ONDE SE HOSPEDAR NA INDONÉSIA
A infraestrutura varia bastante. Bali, Lombok e Yogyakarta oferecem hotéis, villas e resorts bem estruturados. Já em Raja Ampat, Ilhas Banggai, Molucas e partes de Sulawesi, predominam eco-lodges e hospedagens simples, muitas vezes geridas por comunidades locais.
O QUE NÃO PODE ESQUECER
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- Visto: Brasileiros podem obter o Visa on Arrival válido por 30 dias gratuito para turismo.
- Dinheiro: A rúpia é a moeda local mas dá pra levar cartão de débito e sacar por lá.
- Chip de internet: Contrate um e-sim e já chege ao país com internet.
- Seguro viagem: Fundamental Seguro Viagem de qualidade para um destino tão remoto!
- Aluguel de carro: Caso faça sentido alugar carro no seu roteiro.
- Hotéis: Pesquise melhores opções no Booking.
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QUANTO TEMPO FICAR
É muito difícil estimar um tempo para conhecer regiões tão ricas e cheias de atividades. Tudo depende do seu estilo de viagem, orçamento e interesses.
Mas aqui vai minha sugestão de duração pra poder conhecer minimamente cada região!
| Região | Noites recomendadas |
|---|---|
| Bali (Ubud + praias) | 5 a 10 noites |
| Lombok + Gili | 5 a 10 noites |
| Komodo | 3 a 4 noites |
| Raja Ampat | 4 a 7 noites |
| Sulawesi | 7 a 14 noites |
TOP 10 LUGARES NA INDONÉSIA
Raja Ampat (Papua Ocidental)
Raja Ampat é um dos destinos mais preservados do planeta e muito famoso pela biodiversidade marinha incomparável. O foco aqui é mergulho, snorkel, passeios de barco entre ilhotas calcárias e contato intenso com a natureza.
A infraestrutura é simples, com eco-lodges, e a gastronomia é baseada em peixes frescos e ingredientes locais. Mas é possível encontrar Resort como o Papua Paradise, com ótima estrutura pra quem quer curtir uma experiência imersiva na natureza indonésia.
Nós fizemos um live aboard de 7 noites com foco em mergulho de cilindro, pela parte norte de Raja Ampat e foi uma experiência inesquecível.
Além dos mais de 20 mergulhos também fizemos tirlhas, subimos até mirantes e conhecemos comunidades locais que vivem em algumas dessas ilhotas expalhadas pelo parque.

Parque Nacional Komodo
O parque foi criado justamente para preservar o Dragão de Komodo, espécie que só existe nessa região da Indonésia. Mas a região de Komodo combina natureza selvagem, biodiversidade marinha absurda e muita atividade aquática.
A base mais comum é Labuan Bajo, que conta com boa infraestrutura turística, hotéis variados, restaurantes e operadoras de passeio. A gastronomia mistura frutos do mar com pratos indonésios e opções internacionais. É um destino que equilibra aventura, conforto e paisagens impressionantes.
As opções de atividades incluem passeios diários de barco e liveaboard para atividades de snorkel, trilhas, caiaque e mergulho. Quanto maior a duração do cruzeiro, mais lugares você vai conhecer e mais rica será a experiência!
Ah e Komodo também abriga alguns dos melhores lugares pra ver Manta-Raias do mundo!

Nusa Penida
Nusa Penida é conhecida por seus íngrimes penhascos e praias de acesso mais difícil. Mas por ficar tão pertinho da ilha de Bali é um destino que muitas vezes fica segregado a um corrido bate e volta. Não se engane: Nusa Penida tem muita coisa legal pra fazer (veja nosso roteiro aqui)!
Em dois dias inteiros você consegue conhecer os principais pontos de cada lado da ilha, mas pra uma experiência completa eu recomendo pelo menos 5 dias!
Em Nusa Penida também tem atividade de mergulho e snorkel pra ver Manta Raias! A melhor época é durante a estação seca, entre Abril e Outubro.

Ilhas Gili
As Ilhas Gili foram uma grata supresa na nossa viagem pela Ásia. Separamos alguns dias em Gili Air para descansar já que estavamos a mais de 3 meses viajando e foi uma ótima escolha!
As três ilhas são Gili Trawangan, Air e Meno e fica bem pertinho umas das outras. Não tem carros nas ilhas então todo mundo se desloca de barco, bicicleta, charrete ou a pé! As ilhas tem uma boa infraestrutura de hotéis, pousadas e resorts, cada uma ao seu estilo, sendo que Gili Trawangan é a mais estrutura das três.
As atividades principais giram em torno de snorkel, mergulho com tartarugas, passeios de barco e dias tranquilos na praia.

Lombok
Lombok é uma grande ilha que fica a poucos minutos de barco das Ilhas Gili e é frequentemente vista como a alternativa mais tranquila a Bali.
A melhor época para visitar é durante a estação seca (entre Maio e Outubro). A ilha oferece praias menos exploradas, vilarejos tradicionais e o imponente Monte Rinjani, um dos vulcões mais impressionantes da Indonésia.
A infraestrutura turística é mais simples mas suficiente para viagens confortáveis. A cultura local é predominantemente muçulmana, o que se reflete no ritmo e nos costumes.

Ilhas Banggai
As Ilhas Banggai ficam na grande região de Sulawesi, que reúne algumas das regiões mais autênticas da Indonésia.
Banggai oferece um pouco de tudo: praias quase desertas, lagos de água cristalina, cavernas de água doce, passeios de barco, caiaque, mergulho, snorkel. Tudo isso acompanhando por uma comunidade local que vive a vida normalmente, sem nenhum impacto do turismo.
Aliás, é justo dizer que o turismo ainda não chegou nas ilhas Banggai. Muitas hospedagens ainda são nas casas dos moradores, poucos locais falam inglês e não existem agências de viagem. Tudo é feito no boca a boca e negociado na hora.
A logística pra chegar nas ilhas não é fácil, mas vale cada minuto!

Luwuk
Uma vez que você decide conhecer as Ilhas Banggai fica fácil incluir Luwuk no roteiro, já que a cidade é a porta de entrada para as ilhas. E vale a pena dedicar alguns dias pra região.
Perto do Luwuk encontramos Pulau Dua, uma pequena ilha paradisíaca onde encontramos um dos melhores lugares pra fazer snorkel de toda a viagem!
Mas o carro chefe são as dezenas de cachoeiras ao redor da cidade. Uma mais linda que a outra! E o melhor: uma mais vazia que a outra. Exceto pelo turimo local no fim de semana as cachoeiras ficam bem vazias durante a semana! Uma raridade!

Manado
Seguindo para o norte de Sulawesi temos a região de Manado, combinando natureza, vida selvagem e uma cultura bem diferente.
Manado é a base para mergulhos no Parque Marinho de Bunaken, enquanto o Parque Nacional de Tangkoko é famoso pelos tarsius e macacos.
Já Tomohon se destaca pelos vulcões ativos vizinhos a vida e águas termais. A gastronomia local é uma das mais exóticas da Indonésia, com pratos bastante diferentes do restante do país. É um destino intenso, tanto cultural quanto visualmente.

Bônus: Tana Toraja
A região de Toraja é uma das mais culturalmente impactantes da Indonésia. O principal atrativo são as cerimônias funerárias que acontecem entre Junho e Setembro, as casas tradicionais tongkonan e os túmulos escavados em rochas.
A infraestrutura turística é simples, mas organizada para receber visitantes interessados na cultura local. Toraja é um destino profundamente cultural, que exige respeito e mente aberta.
Toraja fica na região de Sulawesi Central e faz sentido combinar com Banggai e Luwuk.
Yogyakarta (Java)
Centro cultural da Indonésia (mais um), Yogyakarta abriga templos milenares e mantém viva a cultura javanesa. A cidade abriga os templos de Borobudur (budismo) e Prambanan (hindu), além de palácios e mercados locais.
A infraestrutura turística é boa, com hotéis para todos os perfis e excelente custo-benefício. A gastronomia javanesa é menos apimentada, com pratos tradicionais e comida de rua variada.
Yogyakarta é ideal para quem busca história, cultura e facilidade logística, já que a cidade fica na mesma ilha que a capital Jakarta. Ah, e também é base pra quem quer conhecer vulcões ativos, como o Monte Bromo por exemplo!

Bukit Lawang (Sumatra)
Bukit Lawang é um destino voltado quase exclusivamente para a natureza. O principal atrativo é o trekking na selva para observar orangotangos em estado selvagem, além de rios e florestas tropicais densas.
Inclusive esse é um dos últimos lugares do mundo onde é possível observar orangotangos na natureza!
É um destino de viagem raiz: A infraestrutura é básica, com pousadas simples e foco em ecoturismo. A gastronomia é local e sem muitas opções internacionais. Destino ideal para quem busca aventura, vida selvagem e uma experiência mais rústica.

Bali
Bali pode parecer pequena para quem compara seu tamanho com outros destinos (é do tamanho do Distrito Federal). Mas é importante saber que boa parte do turismo está concentrado nas praias do sul da ilha e em Ubud.
Apesar do turismo em massa nessas regiões, Bali continua surpreendendo quem vai além dos pontos mais famosos. Nós ficamos 6 noites em Ubud e mais duas em Uluwatu e pudemos conhecer (um pouco) a região.
Mas minha dica é explorar lugares mais ao norte, com templos menos visitados, arrozais fora de Ubud e praias menos acessíveis. É possível buscar por uma Bali mais autêntica e tranquila!
A infraestrutura turística é excelente, assim como a gastronomia, que vai do local ao internacional. Além de ter um grande aeroporto (Denpassar) como base de entrada.
Você pode conferir nosso roteiro por Ubud e Uluwatu nesse post completo da nossa viagem pela Indonésia.

Espero que tenha gostado dessa lista de destinos e que te ajude a escolher qual melhor lugar da Indonésia pra você conhecer! Se tiver alguma dúvida coloca ai nos comentários ou então me chama no Instagram do Mapa de Viajante!
O Ushuaia, a famosa “cidade do fim do mundo” é um destino que muda completamente dependendo da época do ano. E sem dúvida o verão é uma das melhores épocas pra conhecer a região, com opções para todos os gostos como trilhas, passeios de barcos e avistamento de pinguins. Descubra minhas melhores dicas: quanto tempo ficar, como ir e tenha acesso a um roteiro completo por Ushuaia no verão.
Um destino muito famoso entre os brasileiros que gostam de turismo de neve, o Ushuaia fica localizada no famoso “fim do mundo” e promete encantar com suas paisagens únicas. Com opções para todos os gostos como trilhas, passeios de barcos, avistamento de pinguins, parques e muito mais. Descubra minhas melhores dicas: quanto tempo ficar, como ir e tenha acesso a um roteiro completo por Ushuaia no inverno.
A Tanzânia abriga alguns dos melhores parques nacionais do mundo, como o Serengeti, Tarangire, Ngorongoro e Lake Manyara, destinos imperdíveis para observar os Big Five, a grande migração dos gnus e a incrível diversidade de vida selvagem africana. Nesse post vou mostrar o nosso roteiro e dar todas as dicas para organizar uma viagem de safari para a Tanzânia!
EXPLORE O CONTEÚDO
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- Sobre Arusha e os Safaris na Tanzânia
- Quando fazer Safari na Tanzânia
- Como chegar em Arusha
- Como se deslocar na Tanzânia
- Onde se hospedar nos Safaris Tanzânia
- Documentos, vistos, dinheiro, chip e seguro viagem
- Quanto tempo e duração do Safari na Tanzânia
- Nosso roteiro de Safari
- Sobre a comida Tanzânia
- Quanto custa viajar para a Tanzânia
- Sobre Arusha e os Safaris na Tanzânia
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SOBRE ARUSHA E PARQUES NACIONAIS
Arusha é o principal ponto de partida para quem deseja explorar os parques nacionais do norte da Tanzânia. É uma grande cidade, com mais de 600 mil habitantes, bem diferente da região das praias de Zanzibar.
Tem uma boa infraestrutura turística, bons hotéis, mercados coloridos, ruas caóticas, e fica na base do Monte Meru vizinho do famoso Kilimanjaro (a maior montanha da África).
Os parques nacionais da Tanzânia estão entre os mais icônicos da África, formando um dos maiores e mais diversos corredores de vida selvagem do continente e um dos melhores destinos de safari do mundo.
Locais como o Serengeti, a Cratera de Ngorongoro, Tarangire e Lake Manyara são sinônimo de safaris de alto nível, com avistamentos abundantes de leões, leopardos, elefantes, gnus e claro, a lendária migração anual, considerada uma das maiores movimentações de animais do planeta.
Em comparação com outros destinos africanos, como o Kruger na África do Sul ou o Masai Mara no Quênia, os parques da Tanzânia se destacam por oferecerem vastas áreas quase intocadas, menor concentração de turistas em certas regiões e experiências de safári mais selvagens e autênticas.
QUANDO IR PARA ARUSHA E FAZER SAFARIS
Os safaris na Tanzânia podem ser feitos o ano todo, mas a melhor época depende do que você quer ver. A migração dos gnus, por exemplo, costuma acontecer de junho a setembro no Serengeti.
Na estação seca (junho a outubro), os animais se concentram mais perto das fontes de água, facilitando a observação. Já na estação verde (novembro a maio) as paisagens ficam exuberantes e os preços costumam ser mais baixos.
Também é na época mais chuvosa que ocorre a temporada de nascimento de filhotes. Outro momento único onde você pode ver filhotes de divesas espécies e com (muita) sorte o momento do nascimento de alguns deles.
COMO CHEGAR EM ARUSHA
A porta de entrada principal é o Aeroporto Internacional Kilimanjaro (JRO), localizado a cerca de 50 km de Arusha. Você também pode chegar por Dar es Salaam e pegar um voo doméstico até Arusha Airport (ARK).
Muitas empresas e hotéis oferecem transfers diretos para os lodges e camps.
Para voos domésticos uma rota muito comum é entre o aeroporto de Arusha e o de Zanzibar. Empresas como a Flight Link e Preciosion Air fazem voos diários e regulares entre esses aeroportos.
Outros aeroportos
Existem aeroportos menores que encurtam as distâncias entre os parques nacionais. São eles o aeroporto do Lake Manyara e o Aeroporto do Serengeti.
Esses aeroportos só recebem voos domésticos, alguns saindo de Arusha ou da capital Dar Es Salaam.
CONSULTORIA E ROTEIROS PERSONALIZADOS
Quer viajar pra África mas não tem tempo pra organizar todo o roteiro? Estamos aqui pra isso!
Posso te ajudar a montar o roteiro personalizado da sua viagem, com sugestões de passagens, hotéis, atividades diárias e todas as dicas pra você fazer a sua melhor viagem!
Também ofereço uma consultoria (por hora) para tirar dúvidas e ajudar a finalizar o seu roteiro de viagem!
COMO SE DESLOCAR
A não ser que você seja um motorista experiente e aventureiro, não caia na tentação de alugar um carro em Arusha. Nem pra andar pela cidade nem pra fazer os safaris.
A cidade é caótica, muito movimentada e na mão inglesa. Já nos parques, a partir no Ngorongoro a estrada é de terra e dependendo da época do ano pode ficar bem esburacada.
O transporte durante o safari é geralmente feito em veículos 4×4, com janelas panorâmicas e teto que abre, ideais para observar a vida selvagem. Em Arusha, táxis e transfers privados são as opções mais comuns.
Dica de Viajante: No início considerei fazer os parques por conta própria mas não vale a pena! É muito completo organizar as permissões de cada parque além de toda a dificuldade de se deslocar entre eles e dentro deles também. A melhor opção é contratar uma agência, seja para fazer um tour compartilhado ou privativo. Nossa indicação é a Lion King Adventures!

ONDE SE HOSPEDAR NOS SAFARIS
Pode parecer confuso e difícil escolher onde ficar hospedado durante o circuito de parques e safaris na Tanzânia. As opções vão desde lodges de luxo, acampamentos em tendas no estilo glamping e barracas de camping.
Em um roteiro organizado por agência, as hospedagens estão sempre inclusas. Mas você pode pedir pra agência trocar uma hospedagem se não estiver de acordo ou do seu agrado. Pode pedir pra melhorar ou então para baratear mais dependendo da sua necessidade.
Alguns pontos são importantes pra avaliar na hora de escolher uma hospedagem:
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- Quartos compartilhados, privativos, tendas de luxo ou barracas de camping
- Banheiro privativo, compartilhado, sem ou com água quente
- Qualidade das camas e colchões
- Acesso a internet (nem todos tem)
Nós fizemos um mix de hospedagens durante o nosso roteiro de 7 noites, conforme abaixo:
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- Arusha: Outpost Lodge
- Lake Manyara: Panorama Camp
- Ngorongoro: Simba Campsite
- Serengeti: Nyota Luxury Camp
Um destaque é o Nyota Luxury Camp, onde é possível dormir em meio ao Serengeti, ouvindo a savana durante a noite. Foi um experiência incrível, com todo o luxo e conforto que poderiamos esperar.
Recomendo demais escolher um lodge dentro do Parque Nacional Serengeti, pra ficar mais próximo de lugares remotos e ter a oportunidade de ver a migração dos gnus com maior facilidade.

DOCUMENTOS, VISTOS, DINHEIRO, CHIP DE INTERNET E SEGURO VIAGEM
Documentos e vistos
Brasileiros precisam de passaporte válido e visto de entrada, que pode ser feito online ou na chegada. O valor do visto é de 50 dólares e recomendo levar dólares trocados para agilizar.
Nós fizemos o visto online e funcinou bem mas se optar por essa opção indico fazer com antecedência (pelo menos 3 semanas). O custo é o mesmo de fazer na hora e pelo menos no aeroporto de Zanzibar não vi muita vantagem em termos de tempo.
Dinheiro
A moeda local é o Xelim Tanzaniano (TZS). Todos os lugares aceitam dólares mas muitas vezes a cotação não é muito justa. O ideal é ter 3 opções de pagamento: dólar, xelins para pequenos gastos e cartão de débito internacional.
Hotéis e grandes restaurantes aceitam cartão mas outros gastos são em dinheiro. O pagamento do tour de safaris nós fizemos online usando o cartão da Wise.
O banco DTB não cobra taxa para saque com cartão de débito. Em Arusha são 3 unidades do banco espalhadas pela cidade.
Ah, acesse a planilha de gastos ao final desse post com todos os gastos da nossa viagem!
Chip de internet
Sem dúvida nenhuma precisa contratar um chip de internet com boa cobertura na Tanzânia. A internet dos hotéis é muito ruim, em alguns lugares inexistente, e os planos globais (como o da Claro) funcionam parcialmente.
Eu usei o e-sim da Airalo e foi a minha salvação! Funcionou bem quando precisei e só perdia o sinal quando estávamos muito isolados na savana.
Usando cupom MAPADEVIAJANTE você ainda consegue 10% de desconto!
Seguro viagem
Desde 2024 existe um seguro viagem orbigatório emitido apenas pelo órgão oficial do governo de Zanzibar. Mas esse seguro não tem validade e não é necessário para a área continental da Tanzânia.
QUAL DURAÇÃO DO SAFARI
Uma dúvida muito comum é sobre quantos dias ficar e fazer os safaris. Temos o receio de que pouco tempo pode limitar a experiência mas ficar muito tempo pode deixar as atividades repetitivas. Mas aqui vão algumas considerações:
O circuito de parques na Tanzânia permite explorar diferentes ecosistemas, espécies e vegetação. Assim, cada parque tem o seu atrativo e cada safari é diferente um do outro.
As distâncias entre os parque são grandes. O Serengeti por exemplo fica a 400 km de Arusha. Portanto, um roteiro padrão de menos de 5 dias muitas vezes nem passa pelo principal parque da Tanzânia.
Eu indico no mínimo 5 noites pra poder explorar os principais parques. Nós fizemos tudo em 7 dias e foi um tempo bem confortável onde pudemos curtir bem cada lugar.
Veja sugestões de roteiros e duração média:
| Roteiro | Parques Incluídos | Duração Recomendada |
|---|---|---|
| Clássico | Tarangire, Ngorongoro, Serengeti e Lake Manyara | 5 a 7 dias |
| Completo | Incluir Lake Natron e mais dias no Serengeti | 7 a 10 dias |
| Rápido | Ngorongoro e Tarangire | 3 a 4 dias |

ROTEIRO PELOS PARQUES
Aqui abaixo vai um resumo do nosso roteiro privativo de 7 dias elaborado pela Lion King Adventures. Nesse roteiro, todos os safaris, hospedagens, alimentação e transporte do aeroporto na chegada até o voo de saída estavam inclusos no pacote.
A Lion King só trabalha com tours privativos! O valor não é tão diferente dos compartilhados e a flexibilidade e conforto de ter o próprio guia (e um cozinheiro) são um grande diferencial.
Chegando em Arusha
Chegada no aeroporto de Arusha (vindo de Zanzibar) e traslado para o Outpost Lodge. Aproveite para sacar dinheiro em um ATM na cidade.
Parque Nacional Tarangire
Dia dedicado ao Parque Nacional Tarangire, famoso por suas grandes manadas de elefantes e paisagem de baobás. O parque fica a duas horas mais ou menos de Arusha e depois do safari dormimos no Panorama Camp em um iglu!


Vila Massai, Serengeti e Nyota Luxury Camp
Optamos por incluir no nosso roteiro a visita a uma vila Massai. Os Massai ainda estão muito presentes nessa regiões dos parques e por isso decidimos conhecer um pouco mais sobre essa cultura.
Um dos membros da tribo nos acompanha o tempo todo e temos oportunidade de assistir e participar da dança típica, conhecer suas casas e aprender um pouco mais sobre o povo Massai.
Essa atividade foi extra e pagamos 50 dólares por carro pra entrar na vila.

É um dia com bastante tempo na estrada já que nosso destino final é o Parque Nacional Serengeti. Mas a grande vantagem de passar horas nas estradas da Tanzânia é que esse deslocamento vira um safari, com vários animais elvagens as margens da estrada.

Passamos a noite no luxuoso Nyota, que fica a duas horas dentro do parque Nacional Serengeti. É um lugar maravilhoso, com toda a estrutura possível pra tornar a experiência inesquencível.

Migração dos Gnus Serengeti
No terceiro dia o safari foi focado na migração dos gnus, um dos maiores espetáculos da natureza. A migração de gnus (e zebras e gazelas) é um movimento único no planeta.
A migração acontece o ano inteiro, com os animais buscando os melhores lugares para se alimentar, conseguir água, se proteger de predadores e prociar.

A época do ano para assistir a travessia do rio Mara é entre Julho e Setembro.
Além da beleza cênica de assistir milhares de animais se jogando no rio pra chegar do outro lado, é uma ótima oportunidade pra ver predadores (como jacarés) se aproveitarem do momento pra se alimentar.

Felinos no Serengeti
No quarto dia do roteiro nós pedimos para o nosso guia priorizar o encontro com felinos. Apesar de estarmos em um parque nacional com os animais totalmente livres, os guias mais experiêntes conhecem o comportamento de muitas espécies e sabem onde potencialmente elas serão encontradas.
Além disso, os guias estão constantemente se comunicando via rádio e trocando informações sobre os bichos.
E pra quem queria ver felinos, acho que nao podemos reclamar. Vimos um grande grupo de leoas com pelo menos 5 filhotes descansando em uma poça d’água.


Vimos um leopardo dormindo em uma árvore com a sua caça pendurada alguns metros abaixo. O leopardo parecia satisfeito (e gordo) depois de se aliimentar da gazela.
E por fim, tivemos a melhor experiência de todas: Vimos 3 cheetahs caçando uma gazela ao vivo! Foi uma experiência única que só foi possível graças ao nosso guia e um pouquinho de sorte também!


Deslocamento até o Simba Campsite
Deixamos o Nyota Luxury Camp e o Serengeti pra trás para retornar a região da Cratera de Ngorongoro. E claro muitos animais cruzaram nosso caminho até a chegada no Simba Campsite.
Foi dia de aceitar um downgrade na hospedagem e dormir em uma barraca de camping. Mas o camping tinha chuveiro com água quente e as barracas estavam montadas e organizadas quando chegamos.

Cratera Ngorongoro
A Cratera Ngorongoro é uma das maiores caldeiras vulcânicas intactas do mundo e abriga mais de 25 mil animais de centenas de espécies. Ë um lugar privilegiado pra observar de perto vida animal.
Foi aqui que vimos o único Rinoceronte da viagem (mesmo de longe, com o binóculo) fechando assim a nossa lista de Big 5!
Além dos bichos mais traicionais como elefantes, zebras, gnus, leões e bufalos, a cratera tem uma grande diversidade de pássaros, incluindo flamingos e pelicanos!
Última noite do nosso roteiro foi novamente no Panorama Camp.

Lake Manyara e retorno pra Arusha
E o último dia de safari foi no Lake Manyara, conhecido pelos leões que sobem em árvores. Essa prática de subir em árvores é comum no Manyara por conta da vegetação mais densa. Isso ajuda os felinos a caçar, fugir de insetos e se proteger de possíveis ameaças.
O Manyara também era muito conhecido pela quantidade de aves, especialmente flamingos. Porém, devido a chuvas fortes nos últimos anos, o nível do lago subiu afugentando uma boa parte dessas aves.
Ah, o que não falta no Manyara são babuínos!

O que fazer em Arusha
Quando a gente pensa que fez tudo que tinha pra fazer em um lugar, sempre surgem mais novidades e atividades desconhecidas né?
Pois é, em Arusha tem muito mais coisa pra fazer!
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- Parque Nacional Arusha: Fica a 30 minutos da cidade e oferece safaris de um dia pelo parque.
- Cachoeira Materuni e fontes termais: Atividade dia inteiro que pode incluir visita a plantações de café
- Trekking Monte Meru: Trilha de 3 ou 4 dias até o pico do Monte Meru, segunda montanha mais alta da Tanzânia. Nós fizemos essa trilha!
- Trekking Monte Kilimanjaro: A escalada até o pico da montanha mais alta da África leva entre 5 e 9 dias, dependendo do ritmo.
- Atividade de caiaque, canoagem ou ciclismo: tem muito ecoturismo e esportes radicais pra praticar na região!
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O QUE COMER NA TANZÂNIA
A gastronomia na parte continental da Tanzânia, especialmente na região dos parques nacionais como Serengeti, Tarangire, Ngorongoro e Lake Manyara, reflete a simplicidade e a herança rural do país.
Os pratos são baseados em ingredientes locais como milho, mandioca, feijão, arroz e carnes de criação. Durante os safaris, a maioria dos lodges oferece refeições adaptadas ao paladar internacional, mas ainda é possível experimentar sabores autênticos, como ensopados, acompanhamentos com banana-da-terra e o ugali, base da alimentação tanzaniana.
Em comparação com Zanzibar, onde a culinária é marcada pelas especiarias e pela forte influência árabe e indiana, a cozinha continental é mais simples e menos condimentada. Enquanto Zanzibar se destaca por frutos do mar, curry e pratos exóticos como o pilau e o biryani, o interior da Tanzânia mantém viva uma cozinha de base agrícola, ligada ao dia a dia das vilas e comunidades Massai.
Aqui vão alguns pratos típicos da Tanzânia pra você experimentar:
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- Ugali – uma massa firme de milho, consumida como acompanhamento principal.
- Pilau – arroz temperado com especiarias, mais frequente na costa e em Zanzibar, mas presente também no interior.
- Nyama Choma – carne grelhada, geralmente cabrito ou boi, servida com saladas.
- Mchuzi wa Samaki – peixe ensopado com especiarias leves.
- Ndizi Nyama – ensopado de carne com banana verde, comum em regiões agrícolas.
- Maharage – feijão cozido com temperos, servido com arroz ou ugali.
- Chipsi Mayai – omelete de batata frita, muito popular como lanche de rua.
- Mandazi – bolinho frito semelhante ao donut, servido no café da manhã.
- Supu ya Mbuzi – sopa de cabrito, muito consumida como reforço energético.
Zanzibar é um arquipélago na costa da Tanzânia, no Oceano Índico, famoso pela sua história e cultura e pelas praias incríveis. Neste guia de viagem, você encontra tudo o que precisa saber para planejar sua ida: melhor época para visitar, como chegar, onde se hospedar, como se locomover e o que fazer na ilha. Também deixo dicas práticas sobre Stone Town, Nungwi, Kendwa, Paje e Jambiani, além de informações importantes sobre vistos, câmbio, internet e seguro viagem. Aproveite as dicas e o nosso roteiro e organize sua viagem para Zanzibar do jeito certo!
EXPLORE O CONTEÚDO
SOBRE ZANZIBAR
Zanzibar é um arquipélago semiautônomo que faz parte da Tanzânia, localizado na costa leste da África. Sua maior e principal ilha é Unguja, onde fica a capital histórica, Stone Town e todas os outros bairros com estrutura turística.
A população é de cerca de 1,3 milhão de habitantes, majoritariamente muçulmana. A cultura é resultado de uma forte mistura de influências africanas, árabes, indianas e europeias.
A ilha é famosa (com justiça) pelas praias paradisíacas, águas quentinhas e claras, pela gastronomia e suas especiarias. Mas Zanzibar também oferece atrações como cavernas, florestas, atividades de mergulho, snorkel e esportes radicais como o kitesurf!

QUANDO IR PARA ZANZIBAR
A melhor época para visitar Zanzibar é durante a estação seca: de junho a outubro e de dezembro a fevereiro. Abril e maio são os meses mais chuvosos e é comum alguns hotéis fecharem para reformas.
Setembro e outubro oferecem clima agradável e menos turistas, sendo ótima opção de custo-benefício.
Nossa viagem aconteceu em Junho e chegamos a pegar alguns dias nublados e com chuvas esparsas então pra garantir um clima bom eu recomendo ir a partir de Julho!
COMO CHEGAR EM ZANZIBAR
Partimos de Guarulhos para Joanesburgo, na África do Sul, e de lá pegamos um voo direto para Zanzibar com a Fly Safair — que só opera em alguns dias da semana, mas ajuda a economizar bastante.
Alternativas: voos internacionais com conexão em Doha (Qatar Airways) ou Istambul (Turkish Airlines).
Para quem já está na Tanzânia, há voos domésticos a partir de Dar Es Salaam ou Arusha, operados por companhias como Precision Air, Flight Link ou Air Tanzania. Também é possível ir de balsa saindo de Dar Es Salaam.
COMO SE DESLOCAR NA ILHA
A ilha é pequena, com cerca de 85 km de norte a sul. É possível alugar carro — mas lembre-se: a direção é na mão inglesa e é necessário ter PID. O combustível tem preço tabelado.
Nós aliugamos o carro com a empresa AutoUnion (que na prática se chama Smiles Car) e que fica a 2 minutos a pé do aeroporto de Zanzibar. O carros são bem antigos mas surpreendentemente peguei um automático que ajudou bastante na direção da mão inglesa.
As estradas principais são asfaltadas, mas há trechos de terra pra chegar em algumas praias. Apesar disso, é meio que terra sem lei. Ninguem respeita faixa de ultrapassagem (nem existe). Também tem muita gente na beira das estradas, mercados, escolas e muitos animais.
Pra piorar, tem que tomar cuidado com as paradas policiais. Passamos por diversas paradas, em duas delas fomos abordados e em uma o policial pediu propina pra deixar a gente passar mesmo sem ter nada de errado com nossa documentação.
Tempos médios entre principais pontos: Stone Town a Nungwi (~1h30), Stone Town a Paje/Jambiani (~1h) e Stone Town a Fumba (~40 min).
Transfer
Uma opção mais confortável é contratar transfer para levar de um ponto a outra. Tem muita opção de transporte e ainda dá pra pexinchar o valor.
Pra distâncias mais curtas pode pegar um tuktuk e para as distâncias maiores pode combinar um transporte direto com os hotéis.

ONDE SE HOSPEDAR EM ZANZIBAR
Nós optamos por explorar bastante a ilha e assim escolhemos ficar em Stone Town (centro), Nungwi (norte) e Jambiani (sul). Cada região tem as suas vantagens e desvantagens.
Stone Town
Bairro histórico, ótima base para explorar cultura, mercados, restaurantes. Vantagem: localização central. Desvantagem: praia urbana não é ideal para banho.
Nungwi e Kendwa Beach
Melhores praias para banho, mar azul cristalino, infraestrutura de bares e resorts. Vantagem: praias paradisíacas. Desvantagem: área mais movimentada.
Jambiani e Paje Beach
Praias tranquilas, kitesurf, vibe relax. Vantagem: menos turistas. Desvantagem: depende de transporte.

DOCUMENTOS, VISTOS, DINHEIRO, CHIP DE INTERNET E SEGURO VIAGEM
Documentos e vistos
Brasileiros precisam de passaporte válido e visto de entrada, que pode ser feito online ou na chegada. O valor do visto é de 50 dólares e recomendo levar dólares trocados para agilizar.
Nós fizemos o visto online e funcinou bem mas se optar por essa opção indico fazer com antecedência (pelo menos 3 semanas). O custo é o mesmo de fazer na hora e pelo menos no aeroporto de Zanzibar não vi muita vantagem em termos de tempo.
Dinheiro
A moeda local é o Xelim Tanzaniano (TZS). Todos os lugares aceitam dólares mas muitas vezes a cotação não é muito justa. O ideal é ter 3 opções de pagamento: dólar, xelins para pequenos gastos e cartão de débito internacional.
Hotéis e grandes restaurantes aceitam cartão mas outros gastos são em dinheiro.
O banco DTB, que fica próximo ao Forte Antigo em Stone Town, não cobra taxa para saque com cartão de débito. E do lado ainda tem uma unidade da Western Union e casa de cambio.
Ah, acesse a planilha de gastos ao final desse post com todos os gastos da nossa viagem!
Chip de internet
Sem dúvida nenhuma precisa contratar um chip de internet com boa cobertura em Zanzibar. A internet dos hotéis é muito ruim, em alguns lugares inexistente, e os planos globais (como o da Claro) funcionam parcialmente.
Eu usei o e-sim da Airalo e foi a minha salvação! Funcionou muito em toda a ilha e muitas vezes era minha única forma de acessar a internet!
Usando cupom MAPADEVIAJANTE você ainda consegue 10% de desconto!
Seguro viagem
Desde 2024 existe um seguro viagem obrigatório emitido apenas pelo órgão oficial do governo de Zanzibar.
O seguro custa 44 dólares por pessoa e tem validade de 3 meses. Só pode ser emitido de forma online pelo site oficial então recomendo muito fazer isso antes de chegar na ilha.
O seguro só vale para Zanzibar portanto se vai incluir a área continental da Tanzânia (para os safaris) precisa emitir o seguro tradicional aqui do Brasil.
Sim, é um saco porque fica duplicado mas eu acho melhor assim do que ficar dependendo de um seguro de governo estrangeiro.
QUANTO TEMPO FICAR NA TANZÂNIA
Posso afirmar que a ilha de Zanzibar tem potencial pra pelo menos 7 noites (que foi o tempo que ficamos). Mas quem puder e quiser explorar lugares menos turísticos mas tão belos quanto, recomendo ficar mais.
Nós dividimos nossa estadia em Zanzibar em 3 bases. Se ficar menos que 7 noites sugiro reduzir para apenas 2 bases mas se puder ficar mais pode incluir outras regiões como por exemplo Kizimkazi.
| Local | Nº de noites |
|---|---|
| Stone Town | 3 |
| Nungwi | 2 |
| Paje / Jambiani | 2 |
| Total | 7 noites |
ROTEIRO POR ZANZIBAR
Aqui vai o nosso roteiro completo por Zanzibar!
City Tour em Stone Town
Nossa primeira base foi a vila de Stone Town. E no primeiro dia fizemos um city tour de 3 horas a pé pelo centro histórico do bairro.
Exploramos, com um guia experiente, as ruelas e mercados, aprendendo sobre a arquitetura, história e cultura local.
Passamos também museu do Freddy Mercury (ele nasceu e morou em Stone Town) e assistimos ao primeiro pôr do sol na orla de Stone Town.
O tour termina no mercado noturno de Forodhani e é uma ótima oportunidade para experimentar, com a ajuda do guia, algumas comidas locais. Inclusive, recomendo demais esse city tour que fizemos com o guia Ali!

Forodhani Night Market
Mercado noturno que funciona todos os dias com comidas típicas, ideal para experimentar espetinhos, pizzas, kebabs e sucos.
Dica de viajante: De preferência para as barraquinhas que indicam os valores ou que tem cardápio. Caso contrário você vai pagar muito caro do que o normal.

Nakupenda & Prison Island
No segundo dia fizemos um passeio de barco privativo para Nakupenda (banco de areia) e visita ao santuário das tartarugas gigantes na Prison Island.
O privativo nos permitiu sair um pouco mais cedo que o normal para a Nakupenda e encontrar esse paradisíaco banco de areia vazio! Mas a opção do compartilhado também funciona bem e sai mais barato.
E a Prison Island é outra ilha tão bonita quanto mas que tem como ponto alto a presença das tartarugas gigantes e centenáris (algumas com 200 anos).


Blue Safari saindo de Fumba
O Blue Safari é outro passeio com belas praias, natureza, vida marinha e bancos de areia. O transfer de Stone Town leva cerca de 30 minutos até a praia de Fumba de onde partem os barcos.
O roteiro passa pela Blue Lagoon, o banco de areia da ilha Kwale, uma parada para snorkel e termina com o almoço na Kwale Island. A ilha ainda conta com um baobá centenário e algumas lojinhas para comprar lembrancinhas.
Também fizemos o passeio privativo e também optamos por sair mais cedo pra chegar no banco de areia com menos gente!
Praia de Nungwi
No mesmo dia do Blue Safari alugamos um carro e seguimos para o norte da ilha de Zanzibar, mais precisamente para a vila de Nungwi. Nungwi e Kendwa são os principais bairros no norte de Zanzibar com várias opções de hotéis a beira mar.

Mergulho de Cilindro
Fizemos mergulho de cilindro com ótima visibilidade, água quentinha, corais, estrelas-do-mar e lagostas. Zanzibar tem excelentes pontos de mergulho tanto pra quem é certificado mas também pra quem curte snorkel.
Dá pra contratar um barqueiro na praia mesmo que vai te levar pra fazer snorkel em um dos muitos recifes de corais que cercam a ilha. As ilhas menores de Tumbatu e Mnemba são pontos privilegiados pra observar a vida marinha!
Ah, fizemos nosso mergulho com a empresa Lulu Dive Center que fica em Nungwi mesmo. E o melhor é que eles buscam e te levam de volta pro hotel!

Pôr do Sol em Kendwa Beach
Um passeio muito tradicional no norte é sair de barco para assistir ao pôr do sol. Você pode contratar esse passeio saindo de Nungwi ou da praia de Kendwa que fica a 10 minutos de distância.
Como estavamos com o carro alugado, optamos por dirigir até a praia de Kendwa e ficar em um dos vários resorts a beira na praia. Geralmente o resort cobra um valor de consumação (pagamos 10 dólares) pra usar as principais áreas comuns.
Outra atividade bem divertida entre Kendwa é Nungwi é o passeio de quadriciclo. Um passeio de 4 horas que explora as principais praias do norte da ilha, com belas paisagens e paradas para foto!

Passeio para snorkel e nadar Golfinhos
No nosso último dia em Nungwi fizemos um passeio de 4 horas para fazer snorkel e pra (tentar) nadar com golfinhos.
Vi muitos comentários negativos sobre essa atividade na internet pois algumas pessoas o consideram antiético. De fato a caçada consiste em vários barcos disparando para a região onde os golfinhos estão tentando colocar os turistas na água a tempo de ver os animais.
Não vi problema com a dinâmica uma vez que os golfinhos estão soltos e não estão nem presos nem sendo alimentados (pra atrair para os barcos).
Por outro lado, achei muito dificil curtir a atividade , já que os animais estão em constante movimento e sobem apenas por alguns segundos para a superfície. Consegui ver poucos golfinhos, de relance apenas.

Costa Leste (Paje e Jambiani)
Partimos então em direção ao leste da ilha de Zanzibar, para explorar as praias de Paje e Jambiani. É uma região mais tranquila do que as outras partes da ilha.
Ficamos hospedados no hotel New Teddy’s on the Beach, com uma vista privilegiada da praia de Jambiani! Ficamos hospedados 2 noites por lá e curtimos demais a praia e a vibe da região!
Um ótimo lugar pra sair em um passeio de barco pra fazer snorkel pelos recifes da costa!

Spice Farm
Uma atividade interessante para fazer próxima de Paje e Jambiani é conhecer uma Spice Farm. As fazenda de especiarias são tradicionais na ilha e remontam a colonização de Zanzibar.
Nós visitamos a KV Spice Farm, uma fazendo menor e mais genuína. Porém existem outras fazendas maiores. Inclusive, dá pra fazer um passeio de um dia que incluce uma Spice Farm, uma caverna e a Jozani Forest.

Kuza Cave
Essa região também é repletas de cavernas rochosas e algumas delas com água doce e cristalina no interior. Nós visitamos a Kuza Cave que fica pertinho de Paje e de Jambiani.
Pagamos 10 dólares por pessoa pra entrar mas como comentei dá pra combinar essa atividade em um passeio guiado e completo que inclui outros pontos interessantes.

Jozani Forest
A Jozani Forest é um lugar extraordinário! Uma floresta lindíssima, com árvores altas por todos os lados. O ponto alto é ver o macaco Colobus Vermelho e a fauna local mas a floresta também vale a visita.
Recomendo ir cedo pois no meio do dia todos os carros de agencias chegam ao mesmo tempo.
Depois de visitar a floresta também dá pra conhecer o mangue que fica a 1 km de distância. O mangue não é tão interessante quanto a floresta.
Se o roteiro estiver apertado tente combinar algumas atrações no mesmo dia como por exemplo a Jozani Forest, Blue Lagoon e o restaurante The Rock em um único passeio guiado.

Outras atividades
Poderiamos ter ficado tranquilamente mais 4 dias inteiros na ilha de Zanzibar e teríamos muita coisa legal pra fazer.
Kizimkazi por exemplo, que fica bem ao sul da ilha, tem uma linda costa rochosa, com cavernas, mirantes e atividades com tartarugas.
Do lado leste ainda tem atividades de snorkel nos recifes de corais e o restaurante The Rock, famoso por ficar em cima de uma pedra no meio do mar.
O QUE COMER EM ZANZIBAR
A culinária de Zanzibar é um dos elementos mais marcantes da ilha. Fruto de séculos de colonização árabe, persa, portuguesa e britânica, a comida local combina especiarias típicas como cravo, noz-moscada, canela e pimenta, com ingredientes africanos, indianos e até influências europeias.
Zanzibar, conhecida como “Ilha das Especiarias”, foi um dos maiores exportadores de cravo do mundo, e até hoje grande parte da economia local gira em torno do cultivo e exportação de especiarias.
E isso se reflete nos pratos, que equilibram arroz, frutos do mar, vegetais, frutas tropicais e um uso abundante de temperos aromáticos.
Aqui vão alguns pratos típicos da ilha pra você experimentar:
-
- Ugali: farinha de milho cozida, base de muitas refeições
- Biriani: arroz com especiarias, carne ou peixe
- Pilau: arroz aromático com especiarias locais
- Samaki wa kupaka: peixe grelhado com molho de coco e especiarias
- Octopus Curry: polvo ao curry, prato muito popular nas praias
- Zanzibar Mix: sopa de rua com batata, mandioca, feijão e molho picante
- Chapati: pão achatado de influência indiana, servido em várias refeições
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