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Fizemos o Pantanal Norte no Mato Grosso por conta própria, incluindo a estrada Transpantaneira e Safari de barco para ver a onça pintada. Neste post está o roteiro completo, dia a dia, com as condições reais da estrada, onde ficar hospedado, quanto custa e o que fazer para ver a onça-pintada de perto.


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Sobre o Pantanal no Mato Grosso

O Pantanal Norte, no Mato Grosso, é a porta de entrada mais confiável do mundo para ver onça-pintada em vida livre. Não é a toa que é um dos destinos mais procurados por pessoas do mundo inteiro para avistamento do ‘jaguar’ brasileiro.

A região de Porto Jofre, no fim da estrada Transpantaneira, concentra a maior densidade de onças-pintadas do planeta. Isso acontece porque a área entre os rios Cuiabá, Piquiri e Três Irmãos forma o Parque Estadual Encontro das Águas, um refúgio natural para o felino.

Por que isso importa na prática: diferente de um safári africano, aqui o avistamento é feito de barco pelos rios e curixos, navegando pelas margens dos rios, com uma taxa de sucesso altíssima na época seca.

O diferencial do Pantanal Mato-grossense em relação ao Pantanal Sul (Mato Grosso do Sul) é justamente esse: aqui o produto principal é a onça. No Sul, a experiência é mais variada, com cavalgadas, fazendas e proximidade com Bonito por exemplo.

Se seu objetivo é ver onça-pintada e fazer isso com o mínimo de incerteza possível, o roteiro é sempre o mesmo: Cuiabá, Poconé, Transpantaneira e Porto Jofre.

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A estrada Transpantaneira

A Transpantaneira (rodovia MT-060) liga Poconé a Porto Jofre em cerca de 145 km de estrada de terra, cruzando mais de 120 pontes de madeira e concreto.

O projeto original previa uma extensão de quase 400 km até Corumbá, no Mato Grosso do Sul, mas a obra parou em Porto Jofre, às margens do rio Cuiabá. Na prática, isso significa que Porto Jofre é o fim da linha: não há continuidade rodoviária para o Sul do Pantanal a partir dali.

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Como chegar: Transfer, Carro de passeio ou 4×4

Antes de decidir como chegar até Poconé e Porto Jofre, vale entender as três opções disponíveis: transfer contratado, carro de passeio 1.0 ou carro 4×4 alugado

A escolha certa depende da época do ano e do quanto você quer parar pelo caminho.

    • Transfer: opção mais simples, geralmente contratado direto com a pousada de Porto Jofre. Você não dirige, não se preocupa com pneu furado ou ponte danificada, mas perde a liberdade de parar quando quiser para fotografar um animal na beira da estrada, principalmente se for compartilhado. Também é a opção mais cara.
    • Carro de passeio 1.0: é possível atravessar a Transpantaneira com um carro 1.0 na época seca, entre junho e outubro. O trajeto funciona, a estrada é toda de terra mas dá pra percorrer sem grandes surpresas. Os últimos quilometros já em Porto Jofre são os piores, com muitos buracos.
    • Carro 4×4: não é obrigatório na seca, mas é a opção mais segura e confortável, principalmente depois do km 80 da estrada, onde ficam as piores pontes. Na época de chuva, entre novembro e março, o 4×4 deixa de ser opcional: alguns trechos alagam e ficam intransitáveis até para veículos com tração nas quatro rodas.

Na nossa viagem em Junho, época seca, fomos de carro alugado 1.0 e o trajeto foi tranquilo. Entretanto, ao chegar em Porto Jofre, pegamos um caminho errado a estrada com muita lama e acabamos atolando o carro. Por isso é preciso ter muita atenção nas condições das estrada, principalmente se choveu no dia anterior.

Se a viagem cair na época de chuva, ou se você não tiver experiência dirigindo em estrada de terra, o transfer contratado com a pousada é a opção mais segura para chegar até Porto Jofre.

Dica de viajante: se optar por carro próprio ou alugado, prefira um modelo com maior altura do solo, mesmo que não seja 4×4. Isso reduz o risco de raspar em buracos e facilita a travessia das pontes.

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Melhor época para visitar o Pantanal

A época seca, entre julho e outubro, é a melhor janela para visitar o Pantanal Norte. Com o nível dos rios mais baixo e poucas chuvas, os animais se concentram nas margens e nos poços d’água, o que aumenta muito a chance de avistar onças, jacarés, capivaras e aves como tuiuiú e araras.

É também o período com menos chuva, céu mais aberto e estrada em melhores condições para dirigir.

Na prática, agosto e setembro são os meses de pico de procura, com preços mais altos e pousadas lotadas com bastante antecedência. Outubro ainda entrega boa observação de vida selvagem com um pouco menos de gente.

Fora da seca, entre novembro e abril, o Pantanal entra no período de cheia. Os rios sobem, partes da Transpantaneira podem ficar comprometidas com alagamentos e o acesso a Porto Jofre com carro comum fica mais arriscado ou até inviável em alguns trechos.

Ainda é possível ver onça mesmo assim, mas a taxa de sucesso cai em relação à seca.

Dica de viajante: se o foco da viagem é a onça-pintada, feche a viagem entre junho e outubro. Fora dessa janela, vale confirmar as condições da estrada com a pousada antes de sair de carro.

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Onde se hospedar

Antes de escolher pousada, vale entender a geografia da viagem, porque ela define totalmente sua logística. São quatro pontos possíveis de base: Cuiabá, Poconé, as fazendas ao longo da Transpantaneira e Porto Jofre.

    • Cuiabá: capital do estado, com aeroporto, melhor estrutura de hotéis e restaurantes. Faz sentido só como pouso na chegada ou na saída do voo, já que fica a cerca de 100 km do início da Transpantaneira e a 250 km de Porto Jofre.
    • Poconé: último município antes da Transpantaneira, com posto de combustível, mercado e opções simples de hospedagem. É a melhor base para dividir a viagem em duas etapas e não encarar Cuiabá-Porto Jofre em um dia só.
    • Fazendas na Transpantaneira: pousadas no meio do trajeto, geralmente entre o km 30 e o km 80 da estrada. Fazem sentido para quem quer esticar o roteiro e ter mais dias de observação de fauna sem chegar até Porto Jofre.
    • Porto Jofre: fim da estrada, às margens do rio Cuiabá. É a base obrigatória para quem quer priorizar o safári de onça, já que os barcos saem direto de lá.

Na nossa viagem, ficamos 1 noite em Poconé e 3 noites em Porto Jofre. Sair de Cuiabá direto para Porto Jofre significa emendar estrada asfaltada com quase 150 km de terra no mesmo dia, o que cansa e reduz o tempo de observação de animais no trajeto. Dormindo em Poconé, você começa a Transpantaneira descansado e com o dia inteiro pela frente para ir parando.

Em Porto Jofre, evite pesquisar as hospedagens em sites como Booking e Hoteis.com já que a maioria não está nessas plataformas.

O que importa de verdade é a localização: quanto mais perto de Porto Jofre, maior o preço da diária e mais imersa fica a experiência com o rio e a fauna. Quanto mais perto de Poconé, mais barato, mas com passeios de barco mais distantes.

Em Poconé nós ficamos hospeadados na Pousada Safari do Jaguar e em Porto Jofre ficamos na South Wild Porto Jofre.

Por se tratar de um lugar remoto sem comércio local, todas as hospedagens em Porto Jofre incluir pensão completa nas suas diárias e também oferecem seus próprios passeios de barco para o safari.

Já na Transpantaneira existem pousadas e lodges pra quem quer ficar mais próximo de Porto Jofre com uma estrutura melhor. A Pousada Rio Claro tem melhor custo benefício e a Aymara Lodge melhor estrutura e avaliação.

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Estrutura de pousada em Porto Jofre

A estrutura da pousada que ficamos é bem simples, quartos modestos com ar condicionado e chuveiro elétrico. Mas que nos atendeu bem pelos 3 dias que ficamos. A comida era bem preparada e bem servida em todas as refeições, com diversas opções de carnes e acompanhamentos para todos os gostos.

O atendimento também foi um diferencia na pousada, resolvendo todos os pequenos problemas atendendo as nossas vontades. Esse é o padrão em Porto Jofre: pousadas simples nas margens do rio com um serviço modesto mas efetivo.

Existem algumas opções mais novas e luxuosas mas o preço da diária é bem mais alto.

Outra opção de hospedagem são os barcos/cruzeiros. Alguns ficam atracados nas margens dos rios e outros percorrem o rio para facilitar o avistamento das onças. Porém muitos desses barcos também tem foco na pescaria. Portanto antes de reservar confirme se o barco tem foco em safari de onça ou pescaria.

Dica de viajante: se o orçamento for apertado, considere ficar em uma fazenda no meio da Transpantaneira e contratar o safári de barco como day trip até Porto Jofre. Se a prioridade é maximizar o tempo de barco atrás da onça, fique hospedado direto em Porto Jofre.


Quanto custa viajar para o Pantanal

Os valores abaixo são estimativas com base na nossa viagem e servem como referência de planejamento, não como cotação fechada.

O preço varia bastante conforme a pousada, a época do ano e se você fecha pacote fechado ou monta a viagem avulsa. Antes de reservar, confirme sempre o valor atualizado.

Item Faixa de preço estimada
Aluguel de carro 1.0 (diária) R$ 120,00
Combustível Cuiabá / Porto Jofre (ida e volta) R$ 200,00
Hospedagem em Poconé (1 noite, casal, com café) R$ 400,00
Hospedagem em Porto Jofre (pensão completa, por casal/diária) R$ 1800,00
Safári de barco privativo dia inteiro (por barco) R$ 2300,00
Refeição em Poconé R$ 50,00 a 100,00

Ou seja: para um casal fazendo o mesmo roteiro que fizemos (1 noite em Poconé + 3 noites em Porto Jofre com pensão completa e safári incluído no pacote), o orçamento fica concentrado quase todo na hospedagem de Porto Jofre. O trecho de Poconé e o deslocamento de carro pesam pouco no total.

Não é uma viagem barata, até por isso 99% dos turistas em Porto Jofre são gringos. Mas sem dúvida é uma experiência que vale a pena o investimento.


Roteiro completo dia a dia

Nosso roteiro teve 5 dias no total (considerando o dia de chegada em Cuiabá): 1 noite em Poconé, 1 dia inteiro de deslocamento pela Transpantaneira e 3 noites em Porto Jofre, com 2 dias completos de safári de barco.

Cuiabá a Poconé (Dia 1)

Poconé fica a cerca de 100 km de Cuiabá, por estrada asfaltada (BR-070), um trajeto de aproximadamente 1h15. Chegamos no fim da tarde, jantamos e dormimos por lá para começar a Transpantaneira com o dia inteiro pela frente no dia seguinte.

Ao lado da Pousada Safari do Jaguar tem a Pizzaria Pantaneira / Ecobosque com opção de lanches e pizzas. Na praça central da cidade também tem restaurantes por quilo para quem está de passagem.

Dica de viajante: abasteça o carro em Poconé antes de seguir viagem. É o último posto de combustível até Porto Jofre, e não existe estrutura de borracharia ou mecânica ao longo da Transpantaneira.

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Transpantaneira, Poconé e Porto Jofre (Dia 2)

A Transpantaneira tem cerca de 145 km de estrada de terra e cruza mais de 120 pontes de madeira, muitas de mão única. Fora da época de chuva forte, o piso costuma estar em boas condições, mas empoeirado, e com alguns poucos trechos de buracos que exigem atenção, principalmente nas pontes, que têm limite de peso e largura.

Levamos cerca de 6 horas para cruzar o trajeto todo, mas isso inclui várias pa

radas para fotografar jacarés, capivaras, aves e tuiuiús na beira da estrada e ainda paramos pra almoçar.

Apesar de ser um trajeto longo e em estrada de terra, também foi muito divertido. Ver os animais livres na beira da estrada, poder chegar pertinho da maioria deles e com um visual cada vez mais bonito ao se aproximar do fim do dia, foi experiência única!

Dica de viajante: leve água, lanche e o tanque cheio. Faça o trajeto com luz do dia e evite dirigir à noite, tanto pelo risco de atropelar animais quanto pela dificuldade de enxergar buracos e pontes danificadas.

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Safári de barco em Porto Jofre (Dias 3 e 4)

Com base fixa em Porto Jofre, os dois dias seguintes foram dedicados ao safári fluvial nos rios Cuiabá, Piquiri e no braço do rio São Lourenço, dentro da área do Parque Estadual Encontro das Águas.

Na prática, o roteiro típico é dividido em duas saídas por dia: uma pela manhã, bem cedinho logo após o café, e outra depois do almoço.

Os passeios da nossa pousada ofereceram a opção de voltar para o restaurante para almoçar, mas também poderiamos ter levado marmita e almoçado no barco. Apesar de economizar cerca de 1h30 de deslocamento de barco (para voltar pra pousada) eu achei que valeu a pena retornar para comer e descansar um pouco, já que no horário do almoço o sol está bem forte e o passeio pode ficar cansativo demais.

Em ambos os dias vimos onça-pintada com facilidade. A dinâmica do passeio é simples: o barco navega devagar pelas margens, os guias trocam informação por rádio sobre avistamentos e o grupo se desloca até o ponto onde a onça foi localizada.

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Apesar do safari acontecer do barco, conseguimos chegar muito perto das onças, que estão sempre muito próximas das margens dos rios, seja nadando, caçando ou apenas descansando.

Por isso, é fundamental fazer silêncio para não afugentar ou distrair os animais.

Também vimos outros animais, como cobras, jacarés, ariranhas, capivaras e boa quantidade de aves. Além de ser um passeio com o visual incrível do Pantanal.

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O que fazer em Porto Jofre e Poconé

Em Porto Jofre

A atividade principal e obrigatória é o safári de barco para ver a onça-pintada. Existem duas formas de contratar: dentro de um pacote fechado com a pousada, que já inclui as saídas diárias, ou de forma avulsa, negociando diretamente com os barqueiros da região. Na prática, o pacote fechado costuma ser mais simples de organizar, já que resolve hospedagem, alimentação e passeio em um único combinado.

Além do safári, boa parte das pousadas oferece observação de aves no próprio terreno, com comedouros que atraem araras e tucanos, e caminhadas curtas nas trilhas ao redor da hospedagem.

Outra atividade avulsa muito comum é a saída noturna para ver a jaguatirica, o terceiro maior felino selvagem das Américas.

De Março a Outubro a pescaria também é bem forte da região. De novembro a fevereiro a pesca é proibida devido à piracema (reprodução dos peixes).

Porto Jofre não tem nenhuma estrutura de entreternimento (bares, restaurantes, cafés) ou outras atividades de lazer.

Safari Transpantaneira Porto Jofre Poconé Mato Grosso

Em Poconé e na Transpantaneira

Poconé funciona mais como ponto de apoio logístico do que como destino turístico em si. O que vale a pena fazer por lá é aproveitar o início da Transpantaneira, com o pórtico da estrada como parada obrigatória para foto, e já começar a observação de fauna assim que o asfalto vira estrada de terra.

Algumas fazendas ao longo da Transpantaneira oferecem cavalgada, passeio noturno de jipe para observação de animais e caminhadas guiadas.

Se você tiver mais dias disponíveis, vale considerar uma parada de uma noite no meio do trajeto para incluir essas atividades antes de seguir para Porto Jofre.


Como reservar a viagem com desconto

Fizemos essa viagem por conta própria, dirigindo e organizando toda a logística sozinhos. Mas se você prefere não se preocupar com aluguel de carro, condições da estrada ou reserva de pousada, recomendamos a CNP Turismo e Expedições, agência com sede em Cuiabá e especializada em ecoturismo no Mato Grosso.

Além do Pantanal, a CNP também monta roteiros para Chapada dos Guimarães e Barra do Garças, os outros dois destinos fortes do estado.

Na prática, eles resolvem transporte, hospedagem, guias credenciados e o agendamento dos passeios, o que facilita bastante se você quer combinar mais de um destino do Mato Grosso na mesma viagem.

Entre em contato com a CNP Turismo e diga que veio do MAPADEVIAJANTE para conseguir desconto no seu roteiro.


O que levar na mala para o Pantanal

Não deixe faltar nada de importante na hora de arrumar a sua mala para fazer safari no Pantanal do Mato Grosso. Aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

Itens indispensáveis para a viagem

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis/calçado confortável
    • Calça confortável (bermuda por baixo para tirar durante o safari)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Casaco corta vento (de manhã é friozinho e o barco é aberto)
    • Câmera ou celular

Itens que valem a pena levar

1 de agosto de 2026
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Mato Grosso Chapada dos Guimarães O que fazer Roteiro Dicas

Fizemos uma viagem de 4 dias pela Chapada dos Guimarães, entre cachoeiras, mirantes, cavernas e paredões de arenito. Neste post está o roteiro completo dia a dia, com distância, dificuldade e duração de cada trilha, indicação de guias e hospedagens e outras atividades para completar a viagem.


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SOBRE A CHAPADA DOS GUIMARÃES

Chapada dos Guimarães fica a cerca de 60 km de Cuiabá, no ponto onde o Planalto Central termina e a planície pantaneira começa.

A cidade está a 793 metros de altitude, e é justamente essa borda de planalto que cria os paredões de arenito avermelhado que definem a paisagem da região.

O Parque Nacional da Chapada dos Guimarães tem cerca de 33 mil hectares e reúne boa parte das cachoeiras, cânions, cavernas e sítios arqueológicos, com registros de pinturas rupestres e fósseis.

Na prática, o destino se divide em dois tipos de atrativo: os que ficam dentro do Parque Nacional, de acesso gratuito mas com regras de horário e, em alguns casos, guia obrigatório; e os que ficam em fazendas particulares no entorno, como a Fazenda Água Fria (Caverna Aroe Jari) e a Fazenda Buriti (Águas do Cerrado), onde a visita é sempre paga e guiada.

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COMO CHEGAR E QUANDO IR

De Cuiabá, são cerca de 60 a 65 km até a cidade de Chapada dos Guimarães pela rodovia MT-251 (Emanuel Pinheiro), toda asfaltada e em boas condições, cerca de 1 hora a 1h15 de viagem.

A partir da cidade, cada atrativo tem sua própria distância adicional, que detalho no roteiro abaixo.

A região tem duas estações bem marcadas: seca (abril a setembro) e chuvosa (outubro a março). Explico por que isso importa na prática: no período chuvoso, os córregos ficam mais turvos e mais fortes, com risco de tromba d’água nas cachoeiras e com os acessos em estrada de chão mais dificultados.

No período seco, as cachoeiras ficam mais convidativas e as trilhas mais seguras, embora também seja uma época de possivel neblina.

Nossa viagem foi no mês de Junho e pegamos dias com muita neblina pela manhã mas com sol durante o dia.

ONDE FICAR HOSPEDADO

Ficamos hospedados na Pousada Manga Rosa que fica a uns 5 minutinhos de carro do centro da Chapada. Um lugar super tranquilo e confortável com um excelente café da manhã.

Outras opções de hospedagem também bem avaliadas são a Pousada Garden das Flores(com café da manhã) e a Sossego Homestay (mais barata mas sem café da manhã).


CLIMA NA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Aqui está o gráfico do clima na região da Chapada dos Guimarães mês a mês.

Clima temperatura chuva quando ir Chapada dos Guimarães Mato Grosso


ROTEIRO PELA CHAPADA DOS GUIMARÃES

Abaixo o nosso roteiro detalhado pela Chapada dos Guimarães incluindo indicação de guia de orientação sobre cada atividade.

CIRCUITO DE CACHOEIRAS + MIRANTE VÉU DE NOIVA (DIA 1)

A entrada do Parque Nacional fica a cerca de 11 a 12 km da cidade (uns 20 minutos de carro).

O primeiro ponto é o mirante da Cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda, cartão-postal da Chapada. É trilha autoguiada, plana, sem necessidade de guia nem agendamento: cerca de 550 metros até o mirante (1,1 km ida e volta), nível fácil e entrada gratuita, aberta das 9h às 16h.

A Cachoeira é linda mas fica ainda mais bonita na parte da tarde quando o sol bate direto na cachoeira. Por ali também é possível observar as araras vermelhas cruzando o vale. Fazendo silêncio e com um pouco de paciência e sorte você ainda pode vê-las pousar em uma das árvores próximas ao mirante.

Cachoeira Cascata Véu de Noiva Parque Chapada dos Guimarães

Na sequência vem o Circuito de Cachoeiras propriamente dito, também chamado de Caminho das Águas. Também com acesso gratuito e sem necessidade de guia mas com horário de entrada é restrito até o meio dia.

O percurso gira em torno de 6 ida e volta, dependendo de quantas cachoeiras que parar, com nível leve a moderado (alguns degraus pelo caminho). Passa por cachoeiras como Pulo, Degraus, Prainha, Andorinhas e Sete de Setembro, todas com banho liberado e rasas o sufiente pra quem não sabe nadar.

Nós fizemos toda a trilha e cachoeiras em 4 horas e foi um tempo suficiente pra curtir tudo com calma.

Dica de viajante: a trilha do circuito é praticamente sem sombra. Leve boné, protetor solar e bastante água (além de repelente).

Circuito de Cachoeiras Águas do Cerrado Chapada Véu de Noiva


CAVERNA AROE JARI/EIARI (DIA 2)

A Caverna Aroe Jari (ou Aroe Eiari) fica na Fazenda Água Fria, cerca 40 km da cidade (uns 40 minutos de carro). É a maior caverna de arenito do Brasil, com cerca de 1.550 metros de extensão, e o nome, de origem Bororo, significa “Morada das Almas”.

A trilha passa pela Ponte de Pedra (mirante), pelas cavernas Aroe Jari/Eiari, Kiogo Brado e Pobe Jari, e pela Gruta da Lagoa Azul.

As cavernas impressionam pela sua extensão, sendo que na época mais seca é possível ir mais pra dentro da Aroe Jari. Por outro lado, de Abril a Junho, na parte da tarde, o sol reflete na Gruta da Lagoa Azul de um jeito que deixa a lagoa lindíssima.

Ou seja, independente da época do ano as cavernas apresentam belezas diferentes.

Cavernas Aroe Jari Eiari Pobe Jari Kiogo Brado Pedra Furada Chapada dos Guimarães

Além disso, caminhando pelas cavernas, encontramos diferentes formações, paredões e muitos animais (aranhas, morcegos e sapinhos) vivendo na escuridão.

Utilizando o transporte interno da fazenda para fazer parte do percurso, a distância da trilha fica entre 3,5 a 5 km com nível moderado. É considerado um passeio de dia inteiro (entrada até 13h, fazenda fecha às 17h), com almoço regional incluso na maioria dos pacotes.

Aqui o guia é obrigatório e eu indico a Tulasi que nos acompanhou nas atividades guiadas na Chapada.

O valor da atividade (ingresso + transporte interno + almoço) é de R$ 265,00 por pessoa além do valor da contratação do guia que varia dependendo do tamanho do grupo.

Cavernas Aroe Jari Eiari Pobe Jari Kiogo Brado Pedra Furada Chapada dos Guimarães


CIRCUITO ÁGUAS DO CERRADO (DIA 3)

A Fazenda Buriti fica entre 60 e 70 km da cidade (35 km de asfalto e 35 km de estrada de terra).

O circuito reúne entre 7 e 9 cachoeiras, dependendo do percuro, incluindo o Poço do Amor, um poço em formato de coração com cerca de 1,60 a 1,80 m de profundidade, além das cachoeiras do Sossego, do Coração, Cambará, Orquídeas, Alma Gêmea, Pedra Encantada e do Mistério.

O percurso total é de 8 km ida e volta, terreno predominantemente plano, nível fácil/moderado, com possibilidade de reduzir para cerca de 3 km usando transporte interno da fazenda em parte do trajeto.

Algumas cachoeiras são mais bonitas pra foto (como a Alma Gêmea) outras pra banho (Pedra Encantada e Orquídea) além de várias quedinhas d’água pra se refrescar.

A contratação de guia aqui também é obrigatória e depois da trilha tem almoço incluso na fazenda. O valor do ingresso + almoço é de R$ 180,00 por pessoa.

Circuito de Cachoeiras Águas do Cerrado Chapada


CIDADE DE PEDRA + RIO CLARO (DIA 4)

Esse passeio só pode ser feito com guia e carro 4×4, já que o acesso final é por estrada de areia fofa.

A primeira parada é na Cidade de Pedra que fica entre 25 e 30 km da cidade, no topo dos paredões do Parque Nacional, com formações de arenito que lembram ruínas de uma cidade antiga e penhascos de mais de 300 metros de altura.

A caminhada até os mirantes é curta, no máximo 2 km ida e volta, nível fácil, terreno praticamente plano.

É um lugar com uma vista incrível do vale, das formações da Chapada e, num dia de sol e céu limpo, até mesmo de Cuiabá e da planície pantaneira.

Depois seguimos para o Vale do Rio Claro que fica na parte baixa do parque e reúne pontos como a Crista de Galo (mirante de 360°), o Poço das Antas e o Poço Verde, onde é possível fazer flutuação com máscara e snorkel em um trecho de pouco mais de 1 km rio abaixo.

A caminhada aqui é mínima, menos de 1 km no total, já que o carro leva bem próximo dos pontos de banho. Combinando os dois atrativos, o passeio costuma ocupar o dia inteiro.

Aqui, além da contratação do carro, também é obrigatório a contratação de guia.

Cidade de Pedra Vale do Rio Claro Mato Grosso


ONDE ASSISTIR AO PÔR DO SOL

Mirante Alto do Céu

Fica na Fazenda Alto do Céu, a uns 15 minutos de carro do centro da Chapada dos Guimarães. A parte final do trecho de carro é em estada de terra mas de acesso fácil com estacionamento. O acesso ao mirante é através de passarelas de madeira.

Cobram R$ 50,00 somente para ter acesso ao mirante, mas quem quiser sentar nas mesas precisa pagar algo adicional. Tem um pequeno bar para consumo de bebidas e alguns petiscos.

O espaço tem uma ‘vibe’ mais balada já que muita gente vai pra assistir o pôr do sol e acaba ficando no espaço.

Morro dos Ventos

Fica dentro de um condominio na borda sul dos paredões (dentro da cidade da Chapada dos Guimarães), o que faz dele a opção mais prática para quem não quer sair de carro por estrada de terra.

É restaurante e mirante ao mesmo tempo, com uma plataforma de aço fixada na borda do paredão, de onde também se avista Cuiabá e a planície pantaneira.

Funciona diariamente, geralmente das 8h às 18h para o mirante, e serve comida típica mato-grossense (galinhada, Maria Isabel, peixe do morro). É uma opção mais estruturada e fácil de combinar com o jantar do que o Alto do Céu.

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OUTRAS ATIVIDADES PARA FAZER NA CHAPADA

    • Morro São Jerônimo: ponto mais alto do Parque Nacional, mais de 850 metros de altitude, vista de 360° da planície. Trilha de cerca de 16 a 18 km ida e volta, nível pesado, com uma pequena escalada no trecho final.
    • Sesc Salgadeira: complexo às margens da MT-251, entre Cuiabá e Chapada sob gestão do Sesc Mato Grosso. Boa opção para um dia mais tranquilo, com estrutura de lazer, restaurante e cachoeiras.
    • Mirante do Centro Geodésico: outro ponto de vista dentro do Parque, gratuito e de acesso rápido. Vale checar a situação de acesso antes de ir, já que alguns relatos indicam interdição temporária por desgaste do solo.
    • Cânions do Jamacá: trilha leve, cerca de 2 km ida e volta, com banho nas cachoeiras do Índio, e Jatobá, próxima à cidade e pode ser feito em meio período.
    • Cachoeiras do Paraíso: mais um circuito de cachoeiras com 5 quedas d’água no Rio da Casca.
    • Boia Cross: Descida de boia pelo Rio Claro com duração entre 3 e 4 horas.

O QUE LEVAR NA VIAGEM

Por ser uma viagem de ecoturismo é fundamental saber escolher o que vai levar na mala pra não levar coisas demais mas também pra não deixar faltar nada importante.

Por isso, aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

ITENS INDISPENSÁVEIS PARA A VIAGEM

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis de trilha (sola dura e impermeável)
    • Sapatilha para água (pedras em algumas cachoeiras)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Câmera de ação ou case a prova d’água para o celular
    • Toalha (ideal de microfibra)

ITENS QUE VALEM A PENA LEVAR

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QUANTO CUSTOU A VIAGEM

    • Passeio Cavernas Aroe Jari: R$ 265,00 por pessoa (entrada + almoço) + R$ 130,00 guia obrigatório em grupo compartilhado;
    • Passeio Águas do Cerrado: R$ 180,00 por pessoa (entrada + almoço) + R$ 130,00 guia obrigatório em grupo compartilhado;
    • Passeio Cidade de Pedra e Rio Claro: R$ 1000,00 carro 4×4 com motorista + guia para 2 pessoas;
    • Circuito de Cachoeiras + Véu de Noiva: gratuito e sem necessidade de guia;
    • Mirante Morro dos Ventos: R$ 60,00 por carro ou R$ 25,00 por pessoa;
    • Mirante Altos do Céu: R$ 50,00 por pessoa somente pra acessar o mirante (pra sentar tem que pagar extra);
    • Hospedagem na Pousada Manga Rosa: R$ Diária por R$ 400,00 com café da manhã pro casal;

INDICAÇÃO DA AGÊNCIA CNP TURISMO

Nós fizemos essa nossa viagem pela Chapada dos Guimarães por conta própria porém dá pra organizar o roteiro com uma agência, combinando inclusive outros destinos no Mato Grosso.

Nós indicamos a CNP Turismo e Expedições, com quem a gente fez o roteiro por Barra do Garças e Serra do Roncador também no Mato Grosso.

Eles resolvem toda a logística: transporte, guias credenciados para cada atrativo (obrigatórios na maioria dos pontos deste roteiro) e reserva antecipada, essencial em passeios como o Circuito de Cachoeiras e a Caverna Aroe Jari, que têm horário de entrada restrito.

Lembrando que os leitores do Mapa de Viajante tem desconto no roteiro para Barra do Garças. Então entre em contato com a CNP Turismo por esse link, mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE e peça seu orçamento!

18 de julho de 2026
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Roteiro O que fazer Barra do Garças Serra do Roncador Mato Grosso CNP Turismo

Fizemos uma viagem de 5 dias por Barra do Garças e a Serra do Roncador e neste post mostro o roteiro completo dia a dia, com a distância, a dificuldade e a duração de cada trilha, para você decidir se esse destino é para você antes de fechar a viagem.


EXPLORE O CONTEÚDO


SOBRE BARRA DO GARÇAS E A SERRA DO RONCADOR

Barra do Garças fica no extremo leste do Mato Grosso, na divisa com Goiás, no encontro dos rios Garças e Araguaia.

É dali que começa a Serra do Roncador, uma formação de arenito com cerca de 800 km de extensão que segue até a região da Serra do Cachimbo, no Pará. O nome vem do som que o vento forte produz ao encontrar os paredões rochosos, parecido com um ronco.

A região é território histórico dos povos Xavante e Bororo, e foi dali que partiu, em 1925, a expedição do explorador britânico Percy Fawcett em busca da cidade perdida que ele chamava de “Z”. Ele nunca voltou, e esse episódio ainda alimenta parte do imaginário místico que cerca a serra além da teoria de que Fawcett inspirou o personagem Indiana Jones!

Na prática, o que você vai encontrar nessa região mato grossense é muito ecoturismo de trilha: cânions estreitos, poços de água cristalina com tons de azul e verde, cachoeiras escondidas dentro de fazendas particulares e formações rochosas que só se acessa com guia credenciado.

Não tem estrutura de parque nacional por aqui. Cada atrativo pertence a uma propriedade (Fazenda Recanto da Serra, Estância Favo de Mel principalmente) e a visitação é sempre guiada, com limite diário de visitantes para preservação.

Não é uma viagem e um destino de contemplação passiva. É um roteiro pra quem gosta de trilha e não se assusta com caminhada de várias horas, pequenas travessias de rio sobre pedra e alguns trechos mais técnicos.

Serra do Roncador Mato Grosso Barra do Garças


COMO CHEGAR SAINDO DE CUIABÁ

Barra do Garças fica a cerca de 500 km de Cuiabá, entre 6 e 7 horas de carro pela BR-070. É trecho de asfalto em boas condiçoes o tempo todo, cortando plantações de soja, milho e algodão. É também rota de bastante tráfego de carretas, então vá com atenção redobrada.

Fizemos o trajeto com roteiro fechado pela CNP Turismo e Expedições, que resolve a logística inteira: transporte desde Cuiabá, hospedagem, guias credenciados e agendamento dos atrativos.

Explico por que isso importa: Fazenda Recanto da Serra e Estância Favo de Mel só permitem entrada com guia autorizado, e as trilhas mais concorridas (Santuário das Araras, Cânion do Cipó) têm limite diário de visitantes. Sem reserva feita com antecedência, você simplesmente não entra.

Dica de viajante: se for de carro próprio, considere que boa parte do acesso interno às fazendas é estrada de terra e alguns trechos pedem 4×4. Fechar com agência resolve esse ponto também, já que o transporte interno costuma estar incluso no pacote.

Como alternativa é possível chegar em Barra do Garças chegando pelo Aeroporto de Goiânia que fica a 385 km de distância e cerca de 5 horas de estrada.


O ROTEIRO COM A CNP TURISMO

Fizemos esse roteiro completo de 5 dias em parceria com a CNP Turismo e Expedições, agência com sede em Cuiabá e especializada em ecoturismo no Mato Grosso.

Na prática, o que eles resolvem por você: transporte desde Cuiabá, hospedagem em Barra do Garças, agendamento das trilhas (que têm limite diário de vagas) e os guias credenciados exigidos em cada atrativo.

Além disso, fornecem todas as informações e dicas de cada trilha e atrativo. Nosso guia Wellington foi excepcional duranta todo o roteiro e agregou muito no aprendizado sobre a região!

Entre em contato com a CNP Turismo por esse link e mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE pra ganhar um desconto no seu roteiro!

A CNP também atende outros destinos turisticos do Mato Grosso como Pantanal, Chapada dos Guimarães e Nobres!

 


QUANDO IR

A época seca (maio a setembro) é a melhor janela. Os rios ficam mais baixos, a água dos poços fica mais clara e o acesso às trilhas fica mais seguro, sem o risco de pedras escorregadias por chuva ou cheia de rio. É também quando o Rio Araguaia forma praias de água doce na região.

Evite o período de chuvas intensas (dezembro a março). Além do risco nas trilhas, atrativos como a Lagoa Azul de Primavera do Leste já fecharam temporariamente nessa época por transbordamento de rio, o que turva a água e cancela a visitação.

Clima chuva e temperatura Barra do Garças Quando ir Mato Grosso Serra do Roncador


QUANTO TEMPO FICAR

Nosso roteiro foi de 5 dias, com saída e retorno de Cuiabá, e para mim foi o tempo justo para conhecer os principais atrativos. Cada dia de trilha nas fazendas da região consome praticamente o dia inteiro, então dá para fazer no máximo um atrativo principal por dia.

Se você tiver mais tempo disponível, vale esticar para um roteiro de 6 ou até 7 dias. Mas menos que 5 dias fica muito corrido considerando ainda o deslocamento até Cuiabá.


ROTEIRO COMPLETO DIA A DIA

Abaixo está o nosso roteiro completo com dicas para dia de atividade:

CUIABÁ PARA BARRA DO GARÇAS, COM PARADA NA LAGOA AZUL (DIA 1)

Saída de Cuiabá pela manhã, com parada em Primavera do Leste (cerca de 240 km de Cuiabá) para conhecer a Lagoa Azul, a 33 km do centro da cidade. É propriedade privada com acesso controlado: do estacionamento até a lagoa são cerca de 280 metros de caminhada plana pelo cerrado, trilha fácil, sem esforço físico relevante.

O local é líndissimo, a água tem coloração azul-turquesa por causa do solo calcário da região, que filtra a luz. Dá para fazer flutuação com snorkel (equipamento incluso na maioria dos passeios) ou só visita contemplativa, sem entrar na água. O uso de colete é obrigatório para não levantar areia e preservar as nascentes.

Em Primavera do Leste existe uma seguinda lagoa chamada Lagoa da Lua que também pode ser visitada durante essa parada na cidade. Depois da parada, seguimos para Barra do Garças, completando a viagem no fim da tarde.

Dica de viajante: a Lagoa Azul não tem estrutura de alimentação no local. Leve água e um lanche, e vá com protetor solar e repelente já aplicados.

Primavera do Leste Lagoa Azul Lagoa da Lua Mato Grosso Roteiro


TRILHA ATÉ COMPLEXO AZUL DAS ÁGUAS (DIA 2)

A Fazenda Recanto da Serra fica a cerca de 50 km de Barra do Garças (parte asfalto, parte estrada de terra), cerca de 1h30 de trajeto.

A principal atividade do dia foi justamente fazer a trilha superior, que dá acesso ao complexo de cânions e poços na parte de cima da Cachoeira Azul (a região conhecida como Azul das Águas/Cânion Encantado/Poço Azul).

Na época seca, com a estrada em boas condições, dá pra chegar de carro até bem perto do atrativo, tendo que percorrer apenas 600 metros de distância. Caso a estrada não esteja em bom estado, o trajeto total aumenta para 5 km de trilha.

O lugar é simplesmente incrível! Só o fato da lagoa de águas cristalinas estar localizada no topo da cachoeira já é um diferencial a parte. Mas subindo o rio encontramos cânions, mais lagoas e cachoeiras pelo caminho.

A agência forneceu coletes pra quem não sabe nadar e mascaras para snorkel.

Barra do Garças Cachoeira Azul Recanto da Serra Cânion Poço Azul

À tarde, fomos ao Mirante Arco de Pedra para asssitir ao pôr do sol. É trilha curta, cerca de 300 metros, nível fácil, e leva a uma formação rochosa na beira de um penhasco com vista da planície do Rio Araguaia.

É fundamental andar com repelente durante a viagem principalmente nesses horários de fim de tarde!

Serra do Roncador CNP Turismo Expedições Roteiro Barra do Garças Mato Grosso


TRILHA ATÉ O CÂNION DO CIPÓ (DIA 3)

O Cânion do Cipó fica na Estância Favo de Mel, a cerca de 50 km de Barra do Garças. A trilha tem 10 km ida e volta, dificuldade moderada a difícil, com trechos de caminhada em pedra e beira de rio. Contratação de guia e uso de perneiras é obrigatório.

O roteiro começa leve, até a entrada na vegetação e o início dos paredões, subindo o leito do rio em sequência. Fomos direto para Cânion onde fizemos um canionismo subindo pelos lagos e pedras até chegar na Cachoeira dos Amigos. É o tipo de trilha em que parte do “caminhar” é literalmente nadar entre os paredões.

Um lugar mágico que redefiniu nossa classificação de ecoturismo.

Canion do Cipó Barra do Garças Roteiro Mato Grosso

Na seguencia seguimos para a Cachoeira do Sossego, uma pequena queda d`água enquadrada pelas pedras ao seu redor. Uma ótima forma de encerrar um dia maravilhoso!


TRILHA ATÉ O SANTUÁRIO DAS ARARAS (DIA 4)

Também na Estância Favo de Mel fica o Santuário das Araras. É a trilha mais longa do roteiro: entre 11 a 12 km ida e volta, dificuldade moderada a difícil, considerada a mais exigente da região. O terreno é majoritariamente plano, mas com alguns trechos de subida e descida íngremes.

Assim como os outros, é passeio de dia inteiro, com o poço de águas em tons de azul-turquesa cercado por paredões de mais de 100 metros e a chance real de ver araras-vermelhas em ambiente natural.

Silêncio é regra: não é permitido som alto nem drone no local, para não afugentar as aves.

No caminho de volta paramos na Cachoeira Samambaia, poço de água esverdeada com queda de cerca de 10 metros.

Dica de viajante: esse foi o dia mais puxado fisicamente do roteiro inteiro. Se você não tem uma rotina mínima de caminhada, treine antes de ir.

Santuário das Araras Fazenda Favo de Mel Barra do Garças Serra do Roncador


CACHOEIRA AZUL E RETORNO PARA CUIABÁ (DIA 5)

O roteiro de 5 dias exige que o último dia de volta pra Cuiabá inclua a última atividade do roteiro.

Voltamos à Fazenda Recanto da Serra, dessa vez para o trecho de base da Cachoeira Azul: trilha 6 km ida e volta, fácil a moderada, com escadas de madeira em alguns pontos e uma travessia de rio sobre pedras irregulares. É cerca de 40 minutos de caminhada até a cachoeira aparecer.

E que espetáculo de lugar! A Cachoeira Azul tem cerca de 45 metros de altura, poço amplo com áreas rasas de fundo de areia branca e pontos mais profundos (até 12 metros).

A lateral do poço ainda conta com pequenas cavernas de pedra, perfeitas para registrar aquele vídeo ou foto instagramável da viagem!

Depois do banho de cachoeira e do lanche na pedra, seguimos direto para Cuiabá, com chegada à noite.

Dica de viajante: é a trilha mais “fácil” das que fizemos, mas ainda exige atenção na travessia do rio. Vá com calma nesse trecho, principalmente se estiver com criança ou idoso no grupo.

Barra do Garças Cachoeira Azul Recanto da Serra


RESUMO DAS TRILHAS: DISTÂNCIA, DIFICULDADE E DURAÇÃO

A tabela abaixo ajuda a entender o esforço físico de cada dia e planejar o preparo.

Atrativo Distância (ida e volta) Dificuldade Duração aproximada
Lagoa Azul (Primavera do Leste) 560 metros (estacionamento até a lagoa) Fácil Parada de algumas horas no trajeto
Arco de Pedra 600 metros Fácil Cerca de 30 minutos
Base da Cachoeira Azul (Fazenda Recanto da Serra) 6 km Fácil a moderada Cerca de 40 minutos só de caminhada até a queda
Topo da Cachoeira Azul (Complexo Azul das Águas) 600 m ou 5 km Fácil a moderada Entre 1h e 1h30 de caminhada saindo da sede *
Cânion do Cipó e Cachoeira do Sossego (Estância Favo de Mel) 8 km Moderada a difícil Dia inteiro
Santuário das Araras (Estância Favo de Mel) 12 km Moderada a difícil Dia inteiro (a trilha mais longa da região)

* Depende das condições da estrada


O QUE LEVAR NA VIAGEM

Por ser uma viagem de ecoturismo é fundamental saber escolher o que vai levar na mala pra não levar coisas demais mas também pra não deixar faltar nada importante.

Por isso, aqui vai uma lista de itens indispensáveis e outra de coisas que valem a pena levar.

ITENS INDISPENSÁVEIS PARA A VIAGEM

    • Protetor Solar
    • Repelente
    • Tênis de trilha (sola dura e impermeável)
    • Sapatilha para água (pedras em algumas cachoeiras)
    • Boné / Chapéu
    • Óculos de Sol
    • Câmera de ação ou case a prova d’água para o celular
    • Toalha (ideal de microfibra)

ITENS QUE VALEM A PENA LEVAR


DICAS PRÁTICAS ANTES DE IR

    • Guia obrigatório: nenhuma das trilhas da Fazenda Recanto da Serra ou da Estância Favo de Mel pode ser feita por conta própria. Todo o acesso é guiado e mediante agendamento prévio.
    • Calçado: leve tênis ou sandália de trilha com boa aderência, que possa molhar. Parte dos percursos passa por rio ou pedra molhada.
    • Preparo físico: o Santuário das Araras e o Cânion do Cipó exigem condicionamento mínimo. Não é imprescindível mas um bom condicionamento físico ajuda bastante!
    • Alimentação na trilha: leve lanche e bastante água nos dias de trilha longa. Alguns atrativos tem refeição no final mas geralmente acontecem no fim do dia.
    • Silêncio nas áreas de fauna: no Santuário das Araras, som alto e uso de drone são proibidos para não afugentar as aves.
    • Época: priorize maio a setembro, período seco, com trilhas mais seguras e água mais limpa nos poços.

MONTE SEU ROTEIRO

Lembrando que os leitores do Mapa de Viajante tem desconto no roteiro para Barra do Garças. Então entre em contato com a CNP Turismo por esse link, mencione que veio do MAPA DE VIAJANTE e peça seu orçamento!

Se tiver alguma dúvida me segue e me chama no Instagram pra conversar!

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